12/10/2020

1°DIA DO TRIDUO A SANTA TERESA D’AVILA

por Antônio Gomes

  1- SINAL DA CRUZ 2 – VINDE ESPÍRITO SANTO… 3 – INTENÇÕES: 4 – ORAÇÃO INICIAL (Laudes – da liturgia das horas própria de santa) Ó Deus, que pelo Espírito Santo fizestes surgir Santa Teresa para recordar à Igreja o caminho da perfeição, dai-nos encontrar sempre alimento em sua doutrina celeste e sentir em […]

 

1- SINAL DA CRUZ

2 – VINDE ESPÍRITO SANTO…

3 – INTENÇÕES:

4 – ORAÇÃO INICIAL
(Laudes – da liturgia das horas própria de santa)

Ó Deus, que pelo Espírito Santo fizestes surgir Santa Teresa para recordar à Igreja o caminho da perfeição, dai-nos encontrar sempre alimento em sua doutrina celeste e sentir em nós o desejo da verdadeira santidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém

5 – APRENDENDO COM A SANTA SOBRE OS GRAUS DA ORAÇÃO:

1º GRAU DA ORAÇÃO*

“Este tema ocupa o centro de sua autobiografia, mais precisamente a partir do capítulo 11 do Livro da Vida.

Para falar dos graus da oração, Santa Teresa usa a imagem de um jardim que o principiante, ou seja, aquele que decide ter vida de oração vai cultivar em terreno ruim, devendo, portanto, fazer brotar ‘flores de perfume suavíssimo’ para agradar ao Senhor. Sua metodologia sugere quatro maneiras de regar esse jardim para atingir o objetivo, nesse caso, fazer crescer as virtudes no terreno pedregoso da alma, tornando-o fértil para o deleito de Sua Majestade. A santa afirma que ela mesma passou por cada um desses graus e seu intuito é mostrar que amar a Deus com perfeição é um caminho que exige tempo.

‘QUEM PRINCIPIA DEVE TER ESPECIAL CUIDADO, COMO QUEM FOSSE PLANTAR UM JARDIM, PARA DELEITE DO SENHOR, EM TERRA MUITO IMPRODUTIVA.’

Os capítulos 11, 12 e 13 são dedicados ao primeiro grau, uma orientação aos principiantes e aos que não encontram alegria na oração. Consideremos as imagens usadas por Teresa, temos um terreno seco e pedregoso que podemos imaginar como a nossa alma, o dono desta terra que é Deus e o jardineiro que somos nós.

‘COM A AJUDA DE DEUS, TEMOS DE PROCURAR, COMO BONS JARDINEIROS, QUE ESSAS PLANTAS CRESÇAM, TENDO O CUIDADO DE REGÁ-LAS PARA QUE NÃO SE PERCAM E VENHAM A DAR FLORES.’

Neste início da vida de oração o jardineiro principiante deve ‘buscar a água num poço, com a ajuda de um balde’ para regar o jardim do Senhor. Aqui o trabalho é árduo e cansativo, podendo ocorrer diversas vezes que ao puxar o balde o jardineiro perceba que o poço está seco. O desânimo pode ser uma grande arma do inimigo para fazer com que o ele desista de seu ofício.

O primeiro passo para quem deseja ter vida de oração é colocar-se diante de Deus com humildade, reconhecendo as próprias fraquezas e limitações. Deixar-se enamorar pela humanidade de Cristo, falando com ele, chorando na dor, sorrindo na alegria e usando palavras que expressem os próprios desejos e necessidades.

‘IMAGINEM QUE ESTÃO DIANTE DE CRISTO E, SEM CANSAR O INTELECTO, FALEM E ALEGREM-SE COM O SENHOR, SEM O TRABALHO DE FORMULAR RACIOCÍNIOS’ .

Teresa indica para esse ponto do caminho a meditação da flagelação do Senhor. Diante do Cristo chagado e atado a uma coluna podemos nos perguntar: quem é este que sofre, porque sofre e com qual amor sofre. É necessário ter a determinação de não deixar Jesus cair sozinho com a cruz, lembrando-se que Ele a carregou até o fim por nossos pecados.

‘PENSEMOS NUMA PASSAGEM DA PAIXÃO — POR EXEMPLO, A DO SENHOR ATADO À COLUNA — E, COM O INTELECTO, PROCUREMOS AVALIAR AS GRANDES DORES E O SOFRIMENTO QUE SUA MAJESTADE TEVE ALI TÃO SÓ’.

O balde é pequeno e exigirá muitas ‘idas e vindas’ para cumprir o serviço de cada dia e assim alegrar Àquele que é Dono de tal terra. No início da vida de oração todos nós estamos sujeitos ao desânimo e à distração que nos fazem pensar nos inúmeros problemas da vida. Temos duas opções: desistir na primeira vez que retirarmos do poço um balde sem água, abandonando o terreno; ou persistir, voltando ao poço diversas vezes até que a divina providência me faça encontrar, enfim, água para cultivar a terra.

É preciso estabelecer um momento de oração, considerando o local, a disposição do nosso corpo, a agitação dos nossos pensamentos. Porém, existem outras práticas exteriores, como fazer uma obra de caridade ocupar-se de uma boa leitura. É importante que ninguém se atormente por aridez espiritual, inquietação e distração de pensamentos.

Santa Teresa alerta nesse grau para a tentação de nos preocuparmos com os pecados e as culpas que vemos nas outras pessoas. Na verdade, devemos apreciar as virtudes e boas obras que encontramos nos outros e cobrir os seus defeitos pensando nos nossos grandes pecados.

Santa Teresa diz que o conhecimento pessoal e a consciência dos nossos próprios pecados, deve ser neste caminho de oração o pão que acompanha todas as nossas refeições. Conhecer a si mesmo é importante porque não existe, no caminho espiritual, alma que seja tão gigante que não tenha necessidade de retornar a ser criança várias vezes.

‘O CONHECIMENTO PRÓPRIO NUNCA DEVE SER ABANDONADO, NEM HAJA ALMA NESSE CAMINHO, TÃO FORTE, QUE NÃO PRECISE MUITAS VEZES VOLTAR A SER CRIANÇA’.

Por fim, preciso lembrar que a humildade é essencial no caminho da oração. Certamente todos nós queremos progredir, mas, será Deus a nos dizer quando estamos prontos para dar o próximo passo. Não nos enganemos de estar tão adiante enquanto ainda estamos no começo. Também, nenhum de nós, pense que estando num grau elevado da oração não possa voltar ao ponto zero.”

(Continua)

* Frei Juliano Luiz da Silva, O.Carm

6 – MEDITAÇÃO PESSOAL:

7 – COROA EM HONRA A SANTA TERESA D’AVILA (1°parte)
(Atribuída a Santo Afonso Maria de Ligorio)

Amabilíssimo Senhor Jesus Cristo, graças vos damos pelo dom eminente de fé e devoção ao Santíssimo Sacramento, que concedestes à vossa muito amada Teresa. Pelos vossos merecimentos e pelos desta grande santa, a vossa esposa fiel, vos suplicamos uma fé viva e devoção fervorosa ao Sacramento do altar, onde a vossa majestade infinita se obrigou a ficar conosco até o fim dos séculos, e no qual vos dais a nós com tanto amor. – Pai Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.

Misericordiosíssimo Senhor Jesus Cristo, graças vos damos pelo dom eminente de esperança que concedestes à vossa muito amada Teresa. Pelos vossos merecimentos e pelos desta grande santa, a vossa casta esposa, vos suplicamos uma inteira confiança na vossa bondade, em nome do vosso precioso sangue, que derramastes até à última gota pela nossa salvação. – Pai Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.

Amantíssimo Senhor Jesus Cristo, graças vos damos pelo dom eminente de amor que concedestes à vossa muito amada Teresa. Pelos vossos merecimentos e pelos desta grande santa, a vossa esposa amantíssima, vos suplicamos o maior, o primeiro de todos os vossos dons, – o vosso perfeito amor. – Pai Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.

Oremos
V/. Rogai por nós, Santa Teresa,

R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos.
Atendei-nos, ó Deus, que sois a nossa salvação, a fim de que, como nos comprazemos em celebrar a memória da vossa bem-aventurada virgem Santa Teresa, sejamos nutridos pelo pão da sua celeste doutrina e penetrados pelos sentimentos de uma terna devoção. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém.

8 – ORAÇÃO FINAL
(De Santo Afonso Maria de Ligorio)

Ó seráfica Teresa, agora que gozais daquele Deus a quem tanto amastes durante a vossa vida, tende compaixão de nós, que ainda cá estamos no meio de tantos perigos de perdê-lo. Obtende-nos pelas vossas orações a graça de irmos convosco amar eternamente o vosso Deus no paraíso. Amém.

Santa Teresa D’Avila, Reformadora do Carmelo – Rogai por nós.
Santa Teresa D’Avila, Mestra da vida espiritual – Rogai por nós.
Santa Teresa D’Avila, Doutora da Igreja – Rogai por nós.

Antônio Gomes

Consagrado na dimensão de Aliança da Comunidade Mariana Boa Semente

Missão Quixeramobim (Sede)

Fontes utilizadas:

Fontes consultadas:

– Liturgia das Horas – versão online
– OBRAS COMPLETAS DE SANTA TERESA DE JESUS – Ed. Vozes (1961)
– ÀS MAIS BELAS ORAÇÕES DE SANTO AFONSO – Coordenadas pelo Pe. Saint-Omer, Redentorista e traduzidas para o português por D. Joaquim Silvério de Sousa, Editora Vozes/1961, “Devoção aos Santos”
– http://carmelitas.org.br/index.php/2020/05/28/aprenda-com-santa-teresa-de-jesus-1o-grau-da-oracao/

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