21/11/2016

Papa fecha Porta Santa e encerra o Ano da Misericórdia

No final da Missa de encerramento do Jubileu da Misericórdia, ontem, o Papa Francisco presidiu a oração do Ângelus, mas antes agradeceu a Deus “pelo dom que o Ano Santo da Misericórdia foi para a Igreja e para muitas pessoas de boa vontade”

O Papa Francisco fechou neste domingo, 20, a Porta Santa da Basílica de São Pedro, no Vaticano, encerrando, assim, o Jubileu da Misericórdia, iniciado em 8 de dezembro do ano passado.

Após fechar a Porta Santa, um dos símbolos do Jubileu Extraordinário, o Santo Padre presidiu a Santa Missa na Solenidade de Cristo Rei do Universo, concelebrando com os novos cardeais, criados no dia anterior em Consistório, entre eles, o brasileiro Dom Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília (DF). O Papa destacou que, embora se feche a Porta Santa, continua escancarada a verdadeira Porta da Misericórdia que é Cristo.

Na homilia, Francisco destacou que esse Ano da Misericórdia convidou a redescobrir o centro, a regressar ao essencial, contemplando o verdadeiro rosto do Rei Jesus e redescobrindo o rosto jovem e belo da Igreja. Para acolher essa realeza de Jesus, é preciso ser fiel a Ele, disse o Papa, mas muitas vezes ainda se cai na tentação de descer da cruz, procurando as seguranças gratificantes oferecidas pelo mundo.

“A misericórdia, levando-nos ao coração do Evangelho, anima-nos também a renunciar a hábitos e costumes que possam obstaculizar o serviço ao reino de Deus, a encontrar a nossa orientação apenas na realeza perene e humilde de Jesus, e não na acomodação às realezas precárias e aos poderes mutáveis de cada época”.

Francisco explicou que seria pouco acreditar que Jesus é Rei do Universo; é preciso que cada um faça dele Senhor de sua vida. Um auxílio para essa tarefa é o Evangelho do dia, que relata um momento de Jesus na cruz e traz três personagens em especial: o povo que olha, o grupo que está aos pés da cruz e um malfeitor crucificado ao lado de Jesus.

O povo era o mesmo que seguia Jesus, mas que diante da crucificação preferiu ficar distante, vendo o que acontecia. “Vendo certas circunstâncias da vida ou as nossas expectativas por realizar, podemos também nós ser tentados a manter a distância da realeza de Jesus, não aceitando completamente o escândalo do seu amor humilde, que interpela o nosso eu e o desassossega”, disse.

O segundo personagem são os chefes do povo, os soldados e um dos malfeitores, que tentavam Jesus para que renunciasse a reinar à maneira de Deus e o fizesse segundo a lógica do mundo.

O terceiro personagem elencado pelo Papa foi o malfeitor que pediu a misericórdia de Jesus na Cruz dizendo: “Jesus, lembra-Te de mim, quando estiveres no teu Reino”. “Pediu para ser lembrado, e saboreou a misericórdia de Deus: ‘Hoje estarás comigo no Paraíso’ (Lc 23, 43). Deus, logo que Lhe damos tal possibilidade, lembra-Se de nós. Está pronto a apagar completamente e para sempre o pecado, porque a sua memória não é como a nossa: não regista o mal feito, nem continua a ter em conta as ofensas sofridas. Deus não tem memória do pecado, mas de nós, de cada um de nós, seus filhos amados. E crê que é sempre possível recomeçar, levantar-se”, explicou o Santo Padre.

Francisco concluiu a homilia convidando os fiéis a pedir o dom desta memória viva e aberta, a graça de não se fechar diante das portas da reconciliação e do perdão, mas saber ultrapassar o mal e as divergências.

“Assim como Deus acredita em nós próprios, infinitamente para além dos nossos méritos, assim também nós somos chamados a infundir esperança e a dar uma oportunidade aos outros. Com efeito, embora se feche a Porta Santa, continua sempre escancarada para nós a verdadeira porta da misericórdia que é o Coração de Cristo”.

Por Canção Nova

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