09/06/2016

Por que estudar música?

por Boa Semente

Por que estudar música se torna uma “dúvida cruel” para muitos músicos? Talvez, essa seja a pergunta de nove entre dez músicos, principalmente entre os cantores populares e os nossos de Igreja. No nosso país, a música é um elemento muito forte, até por causa da herança musical vinda a nós por meio dos índios […]

Por que estudar música se torna uma “dúvida cruel” para muitos músicos?

Talvez, essa seja a pergunta de nove entre dez músicos, principalmente entre os cantores populares e os nossos de Igreja.

No nosso país, a música é um elemento muito forte, até por causa da herança musical vinda a nós por meio dos índios e dos negros. Estes povos nos trouxeram uma cultura musical muito forte, pois tudo o que eles faziam – cultos e festas -, utilizavam a música, mas sempre de forma bem informal.

 

No Brasil, essa cultura da música informal, autodidata (quando se aprende sozinho) é muito comum. Conhecemos músicos que deixam de lado o estudo formal da música, no que se refere à teoria musical – conceitos de harmonia, instrumentação, até mesmo técnicas do instrumento que se toca. Na verdade, há uma lacuna grande na formação musical deles. Sem desprezar o dom, realmente necessário a cada um, é preciso entender bem o que se faz, a fim de saber até onde é possível ir com nossa música.

É fato que muitos músicos têm um exímio dom e sensibilidade musical

Mas o que dizer de músicos, arranjadores e maestros, os quais, desde a infância, foram se aventurando no universo musical por meio de cursos, escolas, conservatórios, universidades e, realmente, aprenderam sobre música? Por meio da formação musical, revelaram-se possuidores de um dom e de um talento impressionantes, o qual, outrora, não se sabiam possuidores? Agora, imagine o que poderia acontecer se aliássemos o dom e o talento ao conhecimento e à pesquisa?

Como todas as coisas na vida, no equilíbrio está a virtude. Uma coisa não desmerece a outra. O autodidata não é menos músico ou artista do que o acadêmico ou, como se diz no popular, “leitor de bolinhas” [partituras]. Ao contrário, mesmo o músico acadêmico precisa trazer o dom, a paixão, o talento para a música. Talvez, ele só descubra que o possui quando começar a se aventurar no seu contato e aprendizado musical. Quanto ao autodidata, que aprendeu sozinho, com seu próprio método, nunca será tarde para ele conceituar e aprofundar os seus conhecimentos; assim, pela evolução e crescimento do método, teoria e conceitos musicais, poderá ampliar seu repertório, sua consciencialização do que faz e a profundidade de seu dom.

Você sabe que tem um dom? Então, por que não se aprofundar nele? Afinal, como nos fala a parábola dos talentos, o “servo bom e fiel” não é aquele que guardou seu dom protegendo-o, mas exatamente aquele que o fez desenvolver e crescer. Quem já se considera muito sabedor do que faz, certamente entende muito pouco, pois, mesmo para quem sabe muito, sempre há o que de novo aprender.

Se você aprendeu sozinho, não hesite em se aprofundar e dar nome ao que você já sabe. Você verá que não é difícil nem complicado para você; será até mais fácil. Bons estudos para você!

Enilson Martins Benício – Missionário da Comunidade Canção Nova

Licenciatura em Música pela Universidade Estadual do Ceará

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