31/12/2015

O ano novo e a verdadeira Paz

por Franco Galdino Seminarista* da Comunidade Católica Shalom

Qual seria o sentimento mais desejado na virada de ano? Acho que você concordará comigo: A Paz. Todos desejam uns aos outros a paz, vestem-se de branco, esperam um ano seguinte melhor do que o foi o ano passado. Bons sentimentos nos invadem nestas festas de final de ano, ressurge uma esperança de uma vida […]

Qual seria o sentimento mais desejado na virada de ano? Acho que você concordará comigo: A Paz. Todos desejam uns aos outros a paz, vestem-se de branco, esperam um ano seguinte melhor do que o foi o ano passado. Bons sentimentos nos invadem nestas festas de final de ano, ressurge uma esperança de uma vida melhor, de uma família mais unida, de menos confusão e mais paz.

A paz que desejamos é geralmente sinônimo de sossego, ausência de guerras, menos intrigas, uma convivência mais agradável. Mas aqui se encontra um primeiro erro, achamos que a paz se faz através de cumprimentos, votos e desejos de final de ano, mas não é assim! A Paz não é um sentimento, a paz se faz com atos.

Se queremos a paz que significa tranquilidade, ao invés do branco deveríamos no vestir de rede, fantasiar-nos de folha de coqueiro e espalhar cocos pela casa, simbolizando que, em 2015, o que mais queremos é o sossego de uma rede debaixo de um coqueiro. Mas acho que não é bem isso que queremos. Talvez em alguns dias no ano, mas já pesou isso durante o ano todo? Não sei se daria muito certo. Então queremos o quê?

O branco que a maioria das pessoas veste no Reveillon é o mesmo branco da bandeira de paz, que só é levantada quando alguém se rende, quando alguém desiste de fazer guerra, desiste de lutar e escolhe a reconciliação. Geralmente quem levanta a bandeira branca perde… branco significa perder!! Perde o ouro, ou as terras pelas quais a guerra começara, mas ganha a paz, desiste do sangue, da cobiça e do poder, para viver em paz. Essa paz não se faz vestindo branco, como se fosse uma mágica, a paz não se constrói pelo sentimento, ou pela expressão “um ano novo cheio de paz”. Essa paz se constrói mudando os nossos relacionamentos, construindo pontes com os outros.

Mas mesmo sem guerra, por quê ainda nos resta esse desejo de paz? Por que ano após ano mais uma vez desejamos a paz? Porque mesmo a ausência de guerra (que já é um grande passo) não pode nos dar a verdadeira Paz. Se dentro de nós há guerra, nem a rede, a sombra do coqueiro, e o silêncio total podem nos trazer a paz. Quanta gente se isola do mundo para encontrar a paz e nada mais encontra que a si mesmo e a sua guerra interior.

A Paz que verdadeiramente desejamos só poderemos encontrar em um lugar, ou melhor, em uma pessoa: naquele que é nossa paz (cf Ef, 2,14). Quantos santos nos ensinaram a encontrar a paz mesmo em meio à perseguição, mostraram-nos que quando dentro de si está Aquele que é a nossa paz, tudo em nossa volta se transforma e não perdemos a Paz, pois ela não depende do que está fora. A Paz é fruto do que está dentro de nós.

Então, neste ano novo, desejemos a Paz de uma forma nova, para nós e para os outros. Desejemos uma experiência autêntica com Jesus Cristo, e não só a desejemos, mas também construamos a paz, começando em nós, alimentando-a na intimidade com o Senhor e fora de nós, fazendo o bem àqueles que estão ao nosso redor. Dessa forma, certamente colheremos frutos abundantes em nossa vida e no mundo.

Feliz ano novo, que ele seja cheio de paz.

Franco Galdino
Seminarista* da Comunidade Católica Shalom

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