27/06/2019

Como lidar com a pressão social por estar solteiro?

por Aline Rodrigues CN

Por que sofro por estar solteiro?

Por que sofro por estar solteiro?

Por que algumas pessoas sofrem mais que outras por estar solteiras? A angústia do estado de solteiro, principalmente entre as mulheres, tem aumentado cada vez mais, sobretudo para as pessoas que estão entre os 30 anos. A potencialização desse sofrimento, depois dos 30, acontece pelo fato de a pessoa sentir-se frustrada em seus projetos.

É natural e faz parte do desenvolvimento humano esse projetar, planejar e sonhar. No entanto, quando a pessoa chega nessa fase da vida adulta média, que contempla entre 30 a 40 anos, pode ver-se de uma forma mais definitiva o curso de sua vida. Percebe-se não estar mais no início da vida nem no fim, mas que o processo de estabilidade foi iniciado. Quando uma das dimensões da vida, neste caso a afetiva, tem uma lacuna, uma ausência, pode gerar um sofrimento maior. Tudo isso já acontece de forma natural.

Pressão social

Junto a isso, existe uma pressão imposta pela sociedade, especialmente por aqueles que estão próximos. A família começa a fazer piadinhas, os amigos começam a namorar e, por vezes, se casam. Todos, então, perguntam: “Você não está namorando?”, “Ah! Mas você está muito exigente! Desse jeito, não vai namorar ninguém!”. Ou até mesmo: “Coitada(o)! Está até hoje sozinha(o)?”. E aí, aqueles que sofrem por estar solteiros têm vontade de “cavar” um buraco e entrar nele.

Para saber lidar bem com essa pressão que a sociedade impõe, é preciso, antes, compreender por que sofre, entender por que, quando ouve determinadas coisas, isso lhe causa tanto desconforto, pois sofrer pelo estado de vida em que se encontra não é algo geral. Existem jovens, adultos e idosos solteiros que são felizes por estarem solteiros. A questão é individual, parte da experiência e vivência de cada um.

Conhecer-se é essencial

Nossa mente funciona como um grande arquivo, o qual, a todo momento, é acessado a partir de palavras que escutamos, situações que vivemos ou aquilo que vemos. Todas essas experiências funcionam como gatilhos, que trazem à tona um arquivo já escondido. Então, quando temos um arquivo na dimensão afetiva, que nos faz acreditar que somos ruins, que nunca vamos encontrar alguém, que vamos morrer solteiros, que ninguém nos ama, que sou indesejável, imperfeito, que vamos ficar sozinhos para sempre, a sociedade nos pressiona a dar uma resposta. Isso dispara o gatilho em direção a algo que gera sofrimento, por não acreditarmos que, um dia, conseguiremos encontrar alguém para ser nosso companheiro.

Aciono, então, todo tipo de emoção desconfortável que possa ser vivida, como a ansiedade, a tristeza, angústia, desesperança, medo, solidão e desespero. Sentimentos que podem ter o poder de paralisar a vida de uma pessoa, pois ela começa a acreditar que ficará solteira para sempre! Pois como são consequência de um pensamento ruim, aumentam esse pensamento, dando peso a essa emoção. O primeiro ponto é: Por que sofro por estar solteiro? Qual verdade existe dentro da minha cabeça sobre esse assunto que me assusta tanto?

Quando você sabe o que lhe causa sofrimento, fica mais fácil enfrentar a pressão da sociedade, pois o sofrimento está em acreditar que, um dia, não dará essa resposta à sociedade, a qual, no fundo, você queria dar. O solteiro está solteiro e não é solteiro; ele é uma pessoa antes de definir seu estado de vida, seja solteiro, casado ou celibatário. Encontre-se com sua verdade, assuma-a e o sofrimento diminuirá!

Aline Rodrigues

Aline Rodrigues é missionária da Comunidade Canção Nova, no modo segundo elo. É psicóloga desde 2005, com especializações na área clínica e empresarial e pós-graduada em Terapia Cognitiva Comportamental. Possui experiência profissional tanto em atendimento clínico, quanto empresarial e docência.

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