08/04/2016

Não temer as escolhas definitivas, pede o Papa aos jovens

por Boa Semente

Em Assis, o Papa reafirma a solidez da vocação matrimonial e a fecundidade do celibato e da virgindade por amor ao Reino dos céus ante sua visita a Assis, o Papa Francisco encontrou-se com vários jovens da Úmbria, região central da Itália. Ele respondeu às perguntas de alguns deles e destacou a importância da família […]

Em Assis, o Papa reafirma a solidez da vocação matrimonial e a fecundidade do celibato e da virgindade por amor ao Reino dos céus

ante sua visita a Assis, o Papa Francisco encontrou-se com vários jovens da Úmbria, região central da Itália. Ele respondeu às perguntas de alguns deles e destacou a importância da família e do compromisso no mundo de hoje. “É preciso ter coragem para formar uma família”, disse o Papa. O encontro aconteceu no fim da tarde do dia 4, na praça da Basílica de Nossa Senhora dos Anjos.

O Santo Padre recordou que o matrimônio “é uma verdadeira e própria vocação, como o são o sacerdócio e a vida religiosa”. Com efeito, tem se perdido a noção de que é Deus quem chama os casais a se santificarem juntos, no amor mútuo e na criação e educação dos filhos. Consequência visível dessa dessacralização é o alarmante número de divórcios presente na sociedade, o desistir face a qualquer crise ou dificuldade, em nome de uma “felicidade” egoísta.

“Quantas vezes os párocos – eu também ouvi isso algumas vezes –, quando chega um casal que quer se casar, dizem: ‘Mas vocês sabem que é para toda a vida?’. ‘Ah, nós nos amamos muito mas ficaremos juntos até que o amor acabe. Quando terminar, cada um vai para um lado’. Isso é egoísmo”, disse o Papa. “Quando não sinto, corto o matrimônio, e esqueço que ‘é uma só carne’, que não pode separar-se”.

Francisco afirmou ainda que “o egoísmo nos ameaça” e que não se pode ter medo de fazer escolhas definitivas, já que “Jesus não nos salvou de maneira provisória, nos salvou definitivamente”. “Dentro de nós temos a possibilidade de uma dupla personalidade: uma que diz ‘o outro’ e outra que diz ‘eu, meu, comigo…’, é egoísmo sempre, que não sabe se abrir aos outros.”

Para encorajar os jovens, Francisco tomou o exemplo dos seus antepassados. “Pensemos em nossos pais, nossos avós ou bisavós: se casaram em condições muito mais pobres do que as nossas, alguns em tempo de guerra, ou de pós-guerra”. Onde encontravam a força para seguir em frente? “Na certeza de que o Senhor estava com eles, que a família é abençoada por Deus com o Sacramento do matrimônio, e que abençoada é a missão de colocar no mundo os filhos e educá-los”, respondeu o Papa. “Com estas certezas superaram também as provações mais duras. Eram certezas simples, mas verdadeiras, formavam colunas que sustentavam o amor deles.

O Pontífice lamentou que, hoje, esta base não seja mais “garantida pelas famílias e pela tradição social”. Nas pegadas de seu antecessor, Bento XVI, que pediu que se dissesse não “àqueles meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento”01, Francisco denunciou a “cultura do provisório” propagada pela mídia. “A sociedade em que vocês nasceram privilegia os direitos individuais mais do que a família, estes direitos individuais, as relações que duram para que não surjam dificuldades, e por isso às vezes fala de relações do casal, da família e do matrimônio de modo superficial e equívoco.Basta olhar certos programas televisivos!

Francisco também fez questão de mencionar a riqueza do chamado ao celibato e à virgindade consagrada. “É a vocação que o próprio Jesus viveu”, disse o Santo Padre. Para identificar o chamado de Deus, “é importante ter uma relação cotidiana com Ele, escutá-Lo em silêncio diante do Tabernáculo e no íntimo de nós mesmos, falar com Ele, aproximar-se dos Sacramentos. Ter esta relação familiar com o Senhor é como ter aberta a janela da nossa vida para que Ele nos faça ouvir sua voz, o que Ele quer de nós.”

Ao fim de sua resposta, o Papa fez um apelo especial aos jovens: “A virgindade pelo Reino de Deus não é um ‘não’, é um ‘sim’!” Embora comporte “a renúncia a um elo conjugal e uma própria família, na base está o ‘sim’, como resposta ao ‘sim’ total de Cristo para conosco, e este ‘sim’ os torna fecundos”.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

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