Sementes de Vida

13/10/2020

2°DIA DO TRIDUO A SANTA TERESA D’AVILA

1- SINAL DA CRUZ 2 – VINDE ESPÍRITO SANTO… 3 – INTENÇÕES: 4 – ORAÇÃO INICIAL (Laudes – da liturgia das horas própria de santa) Ó Deus, que pelo Espírito Santo fizestes surgir Santa Teresa para recordar à Igreja o caminho da perfeição, dai-nos encontrar sempre alimento em sua doutrina celeste e sentir em nós […]

1- SINAL DA CRUZ

2 – VINDE ESPÍRITO SANTO…

3 – INTENÇÕES:

4 – ORAÇÃO INICIAL
(Laudes – da liturgia das horas própria de santa)

Ó Deus, que pelo Espírito Santo fizestes surgir Santa Teresa para recordar à Igreja o caminho da perfeição, dai-nos encontrar sempre alimento em sua doutrina celeste e sentir em nós o desejo da verdadeira santidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém

5 – APRENDENDO COM A SANTA SOBRE OS GRAUS DA ORAÇÃO:

2º GRAU DA ORAÇÃO*

“Este tema ocupa o centro de sua autobiografia, mais precisamente a partir do capítulo 11 do Livro da Vida.

Para falar dos graus da oração, Santa Teresa usa a imagem de um jardim que o principiante, ou seja, aquele que decide ter vida de oração vai cultivar em terreno ruim, devendo, portanto, fazer brotar ‘flores de perfume suavíssimo’ para agradar ao Senhor. Sua metodologia sugere quatro maneiras de regar esse jardim para atingir o objetivo, nesse caso, fazer crescer as virtudes no terreno pedregoso da alma, tornando-o fértil para o deleito de Sua Majestade. A santa afirma que ela mesma passou por cada um desses graus e seu intuito é mostrar que amar a Deus com perfeição é um caminho que exige tempo.

‘QUEM PRINCIPIA DEVE TER ESPECIAL CUIDADO, COMO QUEM FOSSE PLANTAR UM JARDIM, PARA DELEITE DO SENHOR, EM TERRA MUITO IMPRODUTIVA.’

Passamos ao segundo modo de conseguir a água para a nossa terra. O jardineiro deve tirá-la com nora e alcatruzes movidos por um torno, dando menos trabalho e produzindo mais água.

Talvez muitos não saibam o que significa’ nora e alcatruzes’ . Indicam o modo com mais recipientes para puxar a água do fundo de um poço ou de um rio para a superfície. Diferentemente do modo comum, esse por conter vários baldes, traz maior quantidade de água em menor tempo. Santa Teresa relata que ela mesma utilizou essa forma algumas vezes.

Esse grau da oração chamado de quietude é de maior recolhimento, estando a alma já mais acostumada ao silêncio e podendo perceber a graça de Deus com mais clareza. Neste ponto, estar em oração não é mais uma coisa difícil e mesmo que dure muito tempo traz alegria ao coração, porque o intelecto trabalha mais lentamente e é possível que as lágrimas venham a surgir espontaneamente.

Esse modo de conseguir a água apesar de exigir trabalho principalmente mental no começo para elaborar e organizar a estrutura, depois dará ao jardineiro oportunidade de descansar e apenas receber a água. São grandes graças muito maiores que no grau anterior. Aqui, a alma vai crescendo em virtudes e o Senhor vai dando a conhecer algumas coisas do céu, o que Santa Teresa chama de ‘graças sobrenaturais’.

Isso significa simplesmente que, ao conhecer uma alegria que vem de Deus nós entenderemos que, na terra, todas as alegrias são passageiras. Compreendemos que tudo nessa vida passa. Riquezas, poderes, honras, prazeres e nada poderá nos satisfazer totalmente. Deus quer mostrar que está tão próximo ao ponto de não necessitar mais de mensageiros, ou seja, não precisamos nem mesmo emitir algum som, porque Ele nos entende até pelo simples movimento dos lábios.

Com mais água certamente a terra seca germinará com muitas virtudes e coisas belas. Mas, em certo momento o jardineiro poderá ter uma decepção ao perceber que não existem mais flores e a grama começa a secar. Qualquer um pode até duvidar que ali um dia houvesse um jardim. Tudo isso porque o dono poderá podar as plantas e cortas os galhos das árvores, o que pode causar sofrimento, mas, será aí que o jardineiro vai entender que nada é mérito seu e que precisa da água para manter o jardim vivo. Se continuar ali, mesmo em meio a esses problemas, cuidando daquilo que restou logo às flores voltam a brotar.

Santa Teresa fala da imensa misericórdia de Deus, porque nós, seres humanos, apesar de receber tanto amor e cuidado, percebemos que Deus nos dá tantas graças e, mesmo assim, voltamos a ofendê-lo. É preciso sempre ter a cruz diante dos olhos, como no primeiro grau, afinal, este conselho nos dá o próprio Jesus: ‘Pegue a sua cruz e me siga!’. Nesse grau cresce o amor sem interesse egoísta. Quanto maior a graça, mais entendemos que não possuímos nada. A alma se torna humilde, forte, disposta a tudo.

O perigo nesse grau é que tendo alcançado graças tão grandes que a alma nunca tinha experimentado, podem pensar como São Pedro que ali é o lugar onde devem permanecer para sempre.

Não se movem com medo de que aquele momento possa escapar. Santa Teresa diz que alguns não querem nem respirar. ‘Coitados’, diz Santa Teresa, porque da mesma forma que não dependeu deles chegar até ali, não dependerá também quanto tempo essas graças devem durar.”

(Continua)

* Frei Juliano Luiz da Silva, O.Carm

6 – MEDITAÇÃO PESSOAL:

7 – COROA EM HONRA A SANTA TERESA D’AVILA (2°parte)
(Atribuída a Santo Afonso Maria de Ligorio)

Dulcíssimo Senhor Jesus Cristo, graças vos damos pelo dom eminente de desejo e resolução que concedestes à vossa muito amada Teresa para chegar ao vosso perfeito amor. Pelos vossos merecimentos e pelos desta grande santa, a vossa generosa esposa, vos suplicamos um verdadeiro desejo e uma verdadeira resolução de vos agradarmos quanto pudermos. – Pai Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.

Boníssimo Senhor Jesus Cristo, graças vos damos pelo dom eminente de humildade que concedestes à vossa muito amada Teresa. Pelos vossos merecimentos e pelos desta grande santa, a vossa humildíssima esposa, vos suplicamos a graça duma verdadeira humildade, que nos faça sempre achar a nossa felicidade nas humilhações e preferir os desprezos a todas as honras. – Pai Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.

Generosíssimo Senhor Jesus Cristo, graças vos damos pelo dom da amorosa devoção para com Maria, vossa Mãe dulcíssima, e o seu casto esposo São José, que concedestes à vossa muito amada Teresa. Pelos vossos merecimentos e pelos desta grande santa, vossa queridíssima esposa, vos suplicamos a graça duma especial e terna devoção para com a vossa Mãe Santíssima, a Virgem Maria, e o vosso mui amado Pai putativo São José. – Pai Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.

Oremos
V/. Rogai por nós, Santa Teresa,

R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos.
Atendei-nos, ó Deus, que sois a nossa salvação, a fim de que, como nos comprazemos em celebrar a memória da vossa bem-aventurada virgem Santa Teresa, sejamos nutridos pelo pão da sua celeste doutrina e penetrados pelos sentimentos de uma terna devoção. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém.

8 – ORAÇÃO FINAL
(De Santo Afonso Maria de Ligorio)

Ó seráfica Teresa, agora que gozais daquele Deus a quem tanto amastes durante a vossa vida, tende compaixão de nós, que ainda cá estamos no meio de tantos perigos de perdê-lo. Obtende-nos pelas vossas orações a graça de irmos convosco amar eternamente o vosso Deus no paraíso. Amém.

Santa Teresa D’Avila, Reformadora do Carmelo – Rogai por nós.
Santa Teresa D’Avila, Mestra da vida espiritual – Rogai por nós.
Santa Teresa D’Avila, Doutora da Igreja – Rogai por nós.


Antônio Gomes

Consagrado na dimensão de Aliança da Comunidade Mariana Boa Semente

Missão Quixeramobim (Sede)

FONTES CONSULTADAS
– Liturgia das Horas – versão online
– OBRAS COMPLETAS DE SANTA TERESA DE JESUS – Ed. Vozes (1961)
– ÀS MAIS BELAS ORAÇÕES DE SANTO AFONSO – Coordenadas pelo Pe. Saint-Omer, Redentorista e traduzidas para o português por D. Joaquim Silvério de Sousa, Editora Vozes/1961, “Devoção aos Santos”
– http://carmelitas.org.br/index.php/2020/05/28/aprenda-com-santa-teresa-de-jesus-1o-grau-da-oracao/

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