Somos Templos do Senhor
Busquemos uma renovada conversão, a purificação do nosso coração. O pecado nos deixa manchados e, como templos que somos, profanados. Pela graça precisamos ser restaurados.
O Senhor nos garante a vitória, pois esmaga com Sua força o Inimigo. Jesus quer purificar e reconsagrar, o que foi pelo pecado destruído. Pela ação do Espírito Santo, que é o próprio Amor, o nosso coração deve se tornar um novo altar para o Senhor. A nossa vida redimida deve ser a Ele oferecida.
Cristo pode desfazer todo mal que chegamos a cometer. Louvemos a Deus e tomemos posse da Sua vitória, para que Ele possa concretizá-la na nossa história. Não permaneçamos na derrota e na destruição, tendo a vitória de Cristo à nossa disposição. Portanto, renunciemos ao pecado, adorando o Ressuscitado. Ofereçamo-nos a Ele com alegria, louvando-O com a nossa vida, no dia-a-dia. Um sinal concreto de conversão é a nossa adoração.
Pela graça restaurados, seremos bastante tentados. Sendo assim, abriguemo-nos no alojamento da oração, tendo a vigilância como porta, para que o pecado não entre na nossa vida, levando-nos outra vez à derrota.
Reconheçamos a Deus como nosso Pai! Proclamemos com a vida a Sua grandeza, poder e beleza. Renovemos diante d’Ele a nossa pertença e filiação, colocando-nos inteiramente em Suas mãos. Assim, Deus habitará em nós e seremos templos sagrados, protegidos por Ele, para não sermos profanados.
Como Nossa Senhora, também sejamos templos da Santíssima Trindade, honrando a Deus com a nossa vida, fazendo em tudo a Sua vontade. Seguindo o seu exemplo, que o nosso coração seja imaculado, orante e vigilante, não dando espaço para o pecado. Maria nos ensina a contemplação, para que todo nosso ser seja casa de oração.
Jesus expulsa do nosso interior tudo aquilo que nos rouba o amor. Pois, pelo pecado, O Inimigo nos faz reféns e vende todos os Seus bens. Por isso, ouçamos apenas a Voz do Senhor, renovando a cada dia a nossa conversão, renunciando a todo pecado, não dando ouvidos ao Ladrão. Que somente a Palavra de Deus possa nos fascinar. Não permitamos que o Inimigo venha a nos enganar.
Lembremos que em torno da nossa conversão haverá sempre combate e perseguição. O Adversário estará constantemente a procurar um modo de a graça de Deus barrar. Mas, é pela oração e pela fidelidade que iremos lhe derrotar.
(cf. 1 Macabeus 4,36-37.52-59; 1 Crônicas 29,10-12; Lucas 19,45-48)
Que Deus lhe abençoe e Maria lhe guarde!
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