01/10/2020

2° DIA DO TRÍDUO AOS SANTOS ANJOS DA GUARDA

por Boa Semente

    1 – SINAL DA CRUZ   2 – VINDE ESPÍRITO SANTO…   3 – INTENÇÕES   4 – ORAÇÃO INICIAL   ANJO SANTO (de São João Berchmans)   “Anjo santo, amado de Deus, que por divina disposição tendo-me tomado sob a vossa bem-aventurada guarda desde o primeiro instante da minha vida, jamais cessais […]

 

 

1 – SINAL DA CRUZ

 

2 – VINDE ESPÍRITO SANTO…

 

3 – INTENÇÕES

 

4 – ORAÇÃO INICIAL

 

ANJO SANTO (de São João Berchmans)

 

“Anjo santo, amado de Deus, que por divina disposição tendo-me tomado sob a vossa bem-aventurada guarda desde o primeiro instante da minha vida, jamais cessais de defender-me, de iluminar-me, de reger-me; venero-vos como padroeiro, amo-vos como guarda, submeto-me à vossa direção, e todo me dou a vós para ser por vós governado. Peço-vos portanto e vos suplico pelo amor de Jesus Cristo, que por mais que eu tenha sido ingrato para convosco e surdo a vossos avisos, não me queirais por isso abandonar; mas que vos digneis reconduzir-me ao reto caminho, quando transviado, ensinar-me na ignorância, levantar-me quando caído, consolar-me quando aflito, sustentar-me no perigo, até que me introduzais no céu a gozar convosco uma eterna felicidade. Assim seja.”

 

5 – SOBRE OS ANJOS NO MAGISTÉRIO DA IGREJA

 

DA DEVOÇÃO AOS ANJOS DA GUARDA (do Beato José Allamano)

 

“Que a devoção aos santos Anjos seja intensa no Instituto. Sejamos devotos em nosso proveito e em proveito dos outros – de tanta gente que não se interessa por isso e também em proveito dos não-cristãos, para que nos ajudem a evangelizá-los.

Os anjos têm para conosco uma relação de amor, de  solicitude e de guarda, para promoverem o nosso bem. Fala-se dos anjos na Sagrada Escritura, conforme lemos no Salmo: ‘Pois Ele ordenou aos seus anjos que te guardem nos teus caminhos’ (Sl 90, 11), na carta aos Hebreus lê-se: ‘A qual dos anjos Deus disse alguma vez: «senta-te à minha direita, até que Eu coloque os teus inimigos como estrado de teus pés»? Não são todos eles espíritos encarregados para um serviço, enviados para servir aqueles que deverão herdar a salvação?’ (Hb 1,13-14).

Após advertir que não escandalizemos os pequeninos, diz o Senhor: ‘Cuidado em não desprezar nenhum destes pequeninos, pois Eu digo-vos: os seus anjos no céu estão sempre na presença de meu Pai que está no Céu’ (Mt 18,10). Permanecem sempre na presença de Deus, enquanto desempenham junto de nós o papel de guardas.

Há fatos na Sagrada Escritura que nos falam dos anjos: na história de Ló, de Tobias, de Daniel na cova dos leões, dos três jovens na fornalha, de São Pedro na prisão, etc. (cf. Gn 19; Tb 5; Dn 3,43; 6,22; Act 12,11). Escreve São Jerônimo: “Oh, como é grande a dignidade humana, pois cada pessoa, desde o nascimento, tem o seu anjo!’.

Os anjos guiam-nos, assistem-nos e oferecem a Deus as nossas orações e boas obras; estimulam a inteligência e a vontade para o bem; livram-nos dos perigos materiais e mais ainda dos espirituais. Agradeçamos a Deus por nos ter dado o Anjo da guarda, que toma conta de nós, e deixe-mo-nos guiar. Porque não havemos de recorrer a ele, se ele procura o nosso bem?

Precisamos de ter uma fé viva! Os nossos deveres para com o anjo da Guarda são, antes de mais, de respeito pela sua presença contínua. Não é preciso que o vejamos, basta saber que ele existe. Depois, temos deveres de gratidão pela benevolência que mostra para conosco, fazendo-nos todo o bem que lhe é possível. Finalmente, deveres de confiança na proteção que ele tem sobre nós. Invoquemo-lo nas necessidades, escutemos as suas inspirações. Nunca vos recomendarei demais esta devoção.

Há cristãos que não pensam no anjo da guarda. Uma vez recomendei a um doente grave que recorresse ao seu anjo da guarda. Respondeu-me: ‘Como é que posso fazer isso, se sempre me esqueci dele?’. ‘Faça-o igualmente!’. Com certeza que, naquele momento, o pobre homem teria ficado mais contente se pudesse dizer que sempre tinha sido devoto do seu Anjo da Guarda.

Nós missionários e missionárias temos motivos particulares para honrar os Anjos da Guarda. A nossa devoção deve ser muito mais viva e enraizada no nosso coração, devido aos laços especiais que ligam os missionários e os anjos. Eles têm o ministério de louvar o Senhor por si mesmos, pois são criaturas suas, mas também por todos os que são confiados à sua proteção. Também esse é o ofício dos missionários, que devem formar-se numa vida de união com Deus e devem louvá-lo sem cessar por si mesmos e pelos outros.

É na missão, sobretudo, que deveis pensar neste compromisso: louvar o Senhor por todos os que vos forem confiados e especialmente por todos os que não o conhecem os Anjos são, além disso, ministros de salvação. E esta é também a finalidade especial da vossa vocação missionária. Por esta comunhão de ministérios apostólicos, tendes uma certa afinidade com eles; estais mais perto deles e eles nutrem por vós um afeto muito especial – têm interesse em vos ajudar. Deveis portanto depositar neles uma grande confiança. Fareis um bem enorme, se viverdes em união mental e de coração com o vosso anjo!

Que esta devoção ao Anjo da Guarda esteja pois profundamente enraizada e seja uma característica dos nossos missionários e missionárias. Que cada um de vós diga: eu tenho o meu próprio anjo da guarda. Ele está sempre comigo. O Senhor disse-me, quando me confiou a ele: ‘ele te precederá e te ajudará sempre; está contigo, para ti, em ti; contigo nos combates; e contigo luta e vence nas várias batalhas da vida; em ti vive para te sugerir pensamentos de conformidade à vontade de Deus, de encorajamento e de ajuda’.

 

(Recomendações do Beato José Allamano

a seus filhos que em breve partiriam em missão).

 

6 – SOBRE OS ANJOS NA VIDA DOS SANTOS

 

Santa Gemma Galgani teve a constante companhia de seu Anjo protetor, com quem mantinha um trato familiar. Ela o via, rezavam juntos, e ele até mesmo deixava que ela o tocasse. Enfim, Santa Gemma tinha seu Anjo da Guarda na condição de um amigo sempre presente. Ele lhe prestava todo tipo de ajuda, até mesmo levando mensagens para seu confessor, em Roma.

Este sacerdote, o padre Germano de Santo Estanislau, da Ordem dos Passionistas, fundada por São Paulo da Cruz, deixou escrito, o convívio de Santa Gemma com seu celeste protetor: “Frequentes vezes ao perguntar-lhe eu se o Anjo da Guarda permanecia sempre no seu posto, ao lado dela, Gemma voltava-se para ele com um à vontade encantador e logo ficava num êxtase de admiração todo o tempo que o fixava”.

Ela o via durante todo o dia. Ao dormir pedia-lhe que velasse à cabeceira da cama e que lhe fizesse um sinal da Cruz na fronte. Quando despertava, pela manhã, tinha a imensa alegria de vê-lo a seu lado, como ela mesma contou a seu confessor: “Esta manhã, quando acordei, lá o tinha junto de mim”.

Quando ia se confessar e precisava de auxílio, sem demora seu Anjo a ajudava, segundo conta: “[Ele] me traz ao espírito as ideias, dita-me até algumas palavras, de forma que não sinto dificuldade em escrever”. Além disso, seu Anjo da Guarda era um sublime mestre de vida espiritual, ensinando-a como proceder retamente: “Lembra-te, minha filha, que a alma que ama a Jesus fala pouco e abnega-se muito. Ordeno-te, da parte de Jesus, que nunca dês o teu parecer se não te for pedido, e que não defendas a tua opinião, mas que cedas logo”. E ainda acrescentava: “Quando cometeres qualquer falta, acusa-te logo dela sem esperares que te interroguem. Enfim, não te esqueças de resguardar os olhos, porque os olhos mortificados verão as belezas do Céu”.

Apesar de não ser religiosa, levando uma vida comum, Santa Gemma Galgani desejava, entretanto, consagrar-se de maneira mais perfeita ao serviço de Nosso Senhor Jesus Cristo. Porém, como às vezes pode acontecer, o simples anseio de santidade não basta; é preciso a sábia instrução de quem nos guia, aplicada com firmeza. E assim acontecia a Santa Gemma. Seu suavíssimo e celeste companheiro, que a todo tempo estava sob seu olhar, não colocava de lado a severidade quando, por algum deslize, sua protegida deixava de seguir as vias da perfeição.

Quando, por exemplo, resolveu usar algumas joias de ouro, com certo comprazimento, para visitar um parente de quem as havia recebido de presente, ouviu uma salutar admoestação de seu Anjo, ao regressar a casa, que a olhava com severidade: “Lembra-te que os colares preciosos, para enfeite da esposa de um Rei crucificado, só podem ser seus espinhos e sua Cruz”. Fosse qual fosse a ocasião em que Santa Gemma se desviasse da santidade, logo uma angélica censura se fazia ouvir: “Não tens vergonha de pecar na minha presença?”. Além de custódio, bem se vê que o Anjo da Guarda desempenha o excelente ofício de mestre de perfeição e modelo de santidade. Trinta anos de convívio com o Anjo da Guarda.

 

7 – PROTESTO AO SANTO ANJO DA GUARDA, EM PREPARAÇÃO PARA UMA BOA MORTE (de São Carlos Borromeu)

 

“Em nome da Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu, infeliz e miserável pecador, protesto em vossa presença, ó Anjo Santo de Deus, que quero absolutamente morrer na Igreja Católica, Apostólica e Romana, em que morreram todos os santos, que até agora existiram, e fora da qual não há salvação. Assisti-me na hora da morte e fazei-me vencer o demônio, inimigo meu e vosso.

Protesto ainda, ó santo Anjo, que estou sob a vossa guarda e proteção: que quero partir desta vida com grande confiança em vosso socorro, e com firme esperança na misericórdia do meu Deus. Desbaratai naquele último momento os inimigos da minha salvação, recebei a minha alma quando ela se separar do meu corpo, e depois da minha morte fazei que me seja propício Jesus Cristo meu Salvador.

Protesto igualmente, ó santíssimo protetor meu, que com o mais vivo afeto desejo participar dos merecimentos de Jesus Cristo Nosso Senhor, e que espero obter a remissão dos meus pecados, por virtude de sua morte e paixão. Detesto quanto cometi de mal em pensamentos, como em obras e como em palavras. A todos os meus inimigos perdoo, e quero morrer no amplexo da santa Cruz, para mostrar que ponho toda a minha esperança na paixão do Salvador.

Protesto outrossim, ó amigo meu fidelíssimo, que me abandono aos vossos cuidados e afetuosa caridade no grande passo da minha morte, e que, embora seja verdade que desejo ir logo para o céu, estou entretanto pronto, para apagar com o sofrimento a enormidade dos meus pecados, estou pronto, digo, para suportar qualquer gênero de castigo que a divina justiça achar bem impor-me, ainda que fossem as mais atrozes penas do Purgatório. Assim, também estou pronto para abandonar os meus parentes, os meus amigos, o meu mesmo corpo e tudo aquilo que tenho de mais caro, a fim de mais depressa poder ir gozar de presença do meu Deus, e de testificar-lhe o quanto me pesa de o haver ofendido.

Protesto finalmente, ó Anjo sapientíssimo e vigilantíssimo guarda de minh’alma, que vos constituo procurador da minha última vontade e executor deste meu ato testamentário. Dizei a Jesus meu Salvador, no momento da minha morte, o que eu talvez já não poderei dizer, e é que creio tudo aquilo que crê a Santa Igreja, que detesto os meus pecados, porque lhe desagradam, que todos os deposito no seu misericordiosíssimo Coração, e que de sua infinita bondade espero perdão para eles: que de boa vontade morro porque assim Ele o quer, e abandono minha alma e minha salvação em suas mãos: que o amo sobre todas as criaturas e por toda a eternidade o quero amar.” Amém.

 

8 – ORAÇÃO FINAL

 

ORAÇÃO AO NOSSO ANJO DA GUARDA (de Santo Afonso de Ligório)

 

“Deus mandou seus anjos vos guardar em todos os vossos caminhos” (SI 9). “Quanto vos devo, ó meu bom anjo, pelas luzes que me haveis comunicado! E eu, nem sempre vos obedeci.

Ah! Continuai a esclarecer-me, repreendei-me quando cair, e não me abandoneis até o derradeiro instante da minha vida. Ai! santo anjo, quantas vêzes vos obriguei, pelos meus pecados, a tapar a face! Perdão vos peço, e suplico-vos intercedais por mim junto do Senhor, porque estou resolvido a não desagradar mais nem a Deus nem a vós pelas minhas faltas.

Agradeço-vos, ó príncipe do paraíso, por me terdes assistido durante tantos anos. Eu vos esqueci, mas vós nunca deixastes de pensar em mim. Ignoro o caminho que me resta ainda a percorrer antes de entrar na eternidade;

Ah! Meu caridoso guarda, guardai-me na estrada do céu, e não cesseis de me auxiliar até que me vejais como companheiro vosso no reino dos escolhidos.” Amém.

 

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Fontes consultadas

– Conferências  do Servo  de  Deus  Giuseppe  Allamano  alle  Suore Missionarie,  org.  do  secretariado  para  a  História,  3  vols, ed.  suore  missionarie  della  Consolata,  Grugliasco, Torino,  1984.

– Livro “A Criação e os Anjos”, Coleção “Conheça a sua Fé”, v.III.

– https://www.arautos.org/secoes/artigos/doutrina/anjos/os-anjos-na-vida-dos-santos-161945.

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