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24
Mar

Vocação: dom de Deus

por casarainhadosertão

Irmãs da Fraternidade o Caminho, Irmãs da Toca de Assis e as Irmãs Beneditinas saem do claustro em Romaria a pedido e a convite de Dom Fernando Panico, Bispo da Diocese do Crato, para conhecer o Santuário Nossa Senhora Imaculada Rainha do Sertão. Estas congregações também residem hoje naquela diocese.

Santa Missa presidida por D. Adélio, na qual falou um pouco da história da fundação do Santuário para as irmãs; concelebrada por D. Fernando e Pe. Davi.

D. Adélio, D. Fernando e Pe. Davi

Momento de convivência e confraternização.

Irmãs da Toca, Irmãs Beneditinas, Irmãs o Caminho, Irmãs da Boa Semente,Pádua fundador da Boa Semente e D. Fernando

Almoço Festivo

Irmã Felicidade e Abadessa das Irmãs Beneditinas

 

Irmãs da Toca, Irmãs Beneditinas, Irmãs o Caminho, Irmãs da Boa Semente,Pádua fundador da Boa Semente e D. Fernando

Irmãs da Toca, Irmãs Beneditinas, Irmãs o Caminho, Irmãs da Boa Semente ePádua fundador da Boa Semente.

Irmãs da Toca, Irmãs Beneditinas, Irmãs o Caminho, Irmãs da Boa Semente e D. Fernando

Irmãs da Toca, Irmãs Beneditinas, Irmãs o Caminho, Irmãs da Boa Semente,Pádua fundador da Boa Semente e D. Fernando

Agradecimentos

D. Fernando

Irmãs da Toca, Irmãs Beneditinas, Irmãs o Caminho, Irmãs da Boa Semente,Pádua fundador da Boa Semente e D. Fernando

 

 

Fraternidade O Caminho

É isso que queremos ser! Homens e mulheres do Caminho, como eram conhecidos os primeiros seguidores do Doce Cristo. Foi somente em Antioquia que os discípulos, pela primeira vez, receberam o nome de cristãos. (cf. Atos 11,26)

Daí foi que emergiu com toda vitalidade, com toda a potência, uma espiritualidade da itinerância, dos peregrinos rumo à Pátria definitiva, como costumo sempre dizer: dos andarilhos do Reino.

Fraternitas Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento

Irmãs da Fraternidade o Caminho

Irmãs da Fraternidade o Caminho

Carisma:

 É tempo de cuidar do carisma!

135x135 tempo de cuidar Carisma“Jesus todo, todo de Jesus”.

Essa frase sintetiza a razão de ser do nosso Carisma.

Queremos Jesus todo.

Jesus pobre, que não tinha onde reclinar a cabeça;

Jesus andarilho, que fez dos caminhos sua casa e lugar privilegiado de encontro com os pobres;

Jesus orante, que passava longas horas em vigílias com o Pai;

Jesus compassivo, que se colocava no lugar dos que sofrem assumindo para si as suas dores;

Jesus obediente que em tudo fez a vontade do Pai, etc…

Queremos Jesus tal qual no-lo apresenta o Evangelho. Sem dele saltarmos uma página e sem tampouco nada acrescentarmos. Na expressão de nosso Papa Bento XVI, o Evangelho sine glossa, ou seja, sem direito a interpretação particular.

Respondemos ao ato de total doação de Jesus por nós, dando-nos também totalmente a Ele. É justamente essa entrega total da vida a Ele que chamamos de consagração.

“O meu amado é meu e eu sou d’Ele” (Ct 2, 16

Fundadores:

fundador FundadoresPe. Gilson Sobreiro

FUNDADOR

Gilson Sobreiro de Araújo ingressou no seminário aos 15 anos de idade e, após sete anos de estudo, entrou na congregação missionária “Oblatos de Maria Imaculada”.

Após sua ordenação sacerdotal partiu para uma experiência missionária na França e na Alemanha, retornando a São Paulo para fazer mestrado na área de Antropologia, trazendo no coração o ardente desejo de partir em missão para a Índia.

É formado em teologia pelo Instituto Teológico São Paulo e em filosofia pela Universidade São Francisco, especializou-se em arqueologia indígena no Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, da Universidade Federal do Pará (NAEA-PA). Foi ordenado sacerdote em julho de 1999.

Padre Gilson Sobreiro é fundador e líder da Fraternidade Missionária “O Caminho” e realiza trabalhos também na Federação Estadual do Bem-Estar do Menor (FEBEM), em presídios e em prol de moradores de rua.

Em 2006, a Câmara Municipal de São Paulo concedeu ao Pe. Gilson o título de cidadão paulistano.

Pe. Gilson é autor de sete livros: Batalha espiritual; Santidade caminho real e possível; Desmascarando o inimigo; Ofício de súplicas; Tão sublime sacramento; Parábolas versículo por versículo e Consagração, conversão levada ao extremo.

 

cofundadora FundadoresIr. Serva das Chagas Ocultas do Crucificado

CO-FUNDADORA

Ao lado de todo santo homem, há sempre uma santa mulher. Isso se comprova facilmente quando vemos a história dos grandes homens da Igreja: São Francisco e Santa Clara, São João da Cruz e Santa Tereza D’Avila, Santo Agostinho e Santa Mônica, Nosso Senhor Jesus Cristo e Sua Mãe Maria Santíssima. Também com nosso Pai e fundador aconteceu algo semelhante…

Nascida em São Paulo no dia 23 de Abril do Ano da Graça de 1961, Ir. Serva da Chagas Ocultas do Crucificado (no século, Sônia das Chagas) perdeu sua mãe quando tinha apenas sete anos de idade, passando assim a ter que ajudar a cuidar de suas irmãs.

Acostumada a trabalhar desde cedo para manter a casa, sempre foi uma mulher forte e incansável. Mulher de inúmeras lutas e sofrimentos, mas também de muitas realizações.

No Ano da Graça de 1976 teve sua primeira experiência pessoal com Deus em um encontro de jovens e a partir desta data, tendo o coração abrasado de santa inquietação, nunca mais deixou de trabalhar na vinha do Senhor, participando de retiros e dando preferência aos jovens que contagiados por seu jeito alegre de ser, passaram a chamá-la de “tia Sônia”.

Em um desses retiros, Ir. Serva se encontrou com Pe. Gilson que se apaixonou pelo trabalho com os jovens da periferia paulistana. Passaram assim a partilhar os mesmos sonhos.

Pouco tempo depois, Nosso venerável Pai e Fundador, lança um convite à Ir. Serva: De que ela esteja à frente daquele grupo de jovens que já partilhava os mesmos idênticos sonhos de ambos, e que mais tarde viria a se tornar a Fraternidade Missionária “O Caminho”.

Marcada por uma vida de intensa oração, Ir. Serva vai partilhando com as ordens do Senhor para esta pequena obra: Nome, símbolo, casa, carisma, trabalho, etc…

Acostumada a lutar por aquilo que queria e nunca a depender de ninguém, precisou apreender a depender de Deus. Depender da providência e da misericórdia Divinas.

Deixou sua casa, seu trabalho, suas irmãs e tudo aquilo que trazia de certezas. Não precisava fazer nada disso, pois já servia o Senhor de todo coração e de toda alma, porém, Deus pediu mais e com o coração totalmente disponível para fazer a santíssima vontade do Altíssimo, Ir. Serva deu seu “Sim” definitivo, abraçando também a vida religiosa.

Ir. Serva professou seus primeiros votos religiosos no dia 14 de janeiro do Ano da Graça de 2007, sendo dessa forma desposada por Nosso Senhor.

Assim é a nossa Mãe e Co-Fundadora: mulher de profunda espiritualidade dotada de um imenso ardor missionário, que unida ao Sumo Bem, Jesus Crucificado, batalha a cada dia por esta obra ensinando a cada um de seus filhos a ser mais santos.

 

 

 

A Toca de Assis, história e carisma

A Toca de Assis é uma Fraternidade Católica que foi fundada em Campinas, cidade do interior de São Paulo  no ano de 1994 pelo padre Roberto Lettieri, então seminarista, que vivia uma experiência de amor no encontro com Jesus no Santíssimo Sacramento e nos pobres “irmãos de rua”, como chamava os moradores de rua.

Alguns jovens, movidos pelo seu testemunho de vida, o acompanhavam, e aquele grupo foi crescendo cada vez mais. Reuniam-se aos domingos para adorarem juntos o Santíssimo Sacramento, participarem da Santa missa e cuidar dos pobres que ficavam na região central de Campinas.

Mais tarde, viram a necessidade de ter uma casa para prepararem os alimentos e socorrer alguns irmãos de rua mais necessitados.

Logo alguns daqueles jovens sentiram a necessidade de iniciar uma experiência de consagração e vida comunitária.  Vale lembra os primeiros, sendo eles Irmão Alegria, Irmão Rafael e Irmão Fratelo, e entre as irmãs, Irmã Andréas e Irmã Mariana.

A Toca de Assis e formada pelos  religiosos, “os Filhos e Filhas da Pobreza do Santíssimo Sacramento”, Instituto de Vida Consagrada não clerical, pelos leigos, que não aspiram a vida religiosa, mas vivem o carisma, e pelos pobres acolhidos em nossas casas.

            Os leigos assumem o compromisso de servir a Fraternidade, auxiliando as Casas Fraternas em suas necessidades vivendo juntamente com os Filhos da Pobreza do Santíssimo Sacramento o carisma de adoração e cuidado aos pobres irmãos de rua.

Somos uma grande família!

 

 FundadorPe. Roberto José Lettieri

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O Pe. Roberto José Lettieri, natural de São Paulo-SP, converteu-se em 1983 em um encontro de jovens. Respondendo a um forte chamado de Jesus Sacramentado, decidiu tornar-se sacerdote, ingressando no seminário dos Estigmatinos. Sua experiencia de amor e adoração a Jesus no Santissimo Sacramento, levou-o a buscar a presença de Jesus nos pobres mais pobres. Foi então que iniciou uma experiência de convívio e cuidado dos pobres "irmãos de rua".  
Em maio de 1994, o Pe. Roberto, ainda seminarista, com mais três jovens que desejavam viver o carisma franciscano atravéz daquela mesma experiência de amor a Jesus no Sacramento e no Pobre, fundou a Fraternidade de Aliança Toca de Assis.
Quando ordenado Sacerdote, em 08 de Dezembro de 1996, a Toca de Assis já contava com a ajuda de 80 jovens, que entre a pastoral de rua e a primeira casa de acolhimento, prestavam atendimento aos sofredores abandonados de rua.

A vida do Padre Roberto é marcada pela pregação e o anúncio da presença de Jesus o Santissimo Sacramento, e o amor preferencial da Igreja pelos pobres.

 

"Jesus Sacramentado, nosso Deus amado!"

                                                                        Padre Roberto Lettieri 

 

Toca de Assis

Toca de Assis

Toca de Assis

Por que o nome Toca de Assis?

"O feliz pai Francisco e seus filhos viviam em comum oração e silêncio, num lugar perto de Assis, chamado Rivotorto, onde encontraram uma toca ou uma cabana abandonada, era tão apertada que ali mal podiam sentar ou repousar. E muitas vezes não tendo pão comiam rabanetes que mendigavam. Lá se escondiam das chuvas. Após três anos de profunda vivência de amor e fraternidade, este lugar foi transformado em um local de acolhimento dos pobres e leprosos." (Legenda dos Três companheiros, 13) 

  Na introdução acima, vimos que São Francisco vivia em uma pequena toca (cabana)  com seus seguidores, local onde mais tarde vieram a cuidar dos pobres e leprosos. 

Portanto, "Toca" é o lugar que o coração de cada membro da Fraternidade acolherá os pobres irmãos de rua, o lugar onde eles encontrarão o amor de Deus por serem amados e acolhidos. 

Onde está a Toca está o pobre e onde está o pobre está a Toca, unindo os pobres à Eucaristia de Nosso Deus!


Por que somos Chamados de Filhos(as) da Pobreza do Santíssimo Sacramento? 

 

Filhos(as): Porque nascemos da adoração a nosso Senhor Jesus Cristo, seu Corpo Sangue Alma e Divindade, o Santíssimo Sacramento do Altar. 

 

Da Pobreza: Porque encontramos na pobreza do Filho de Deus no altar a nossa alegria de sermos pobres e servi-lo pela perpétua adoração e em sua presença nos pobres e abandonados, sofredores de rua. 

 

Do Santíssimo Sacramento: Porque Nele, com Ele e para Ele queremos consumir nossa vida pela Sua amada e dileta Esposa, a santa Igreja de Deus. 

 

Ordem de São Bento ou Ordem Beneditina

 

Ordem de São Bento ou Ordem Beneditina (LatimOrdo Sancti Benedicti, sigla OSB) é uma ordem religiosa monástica católica que se baseia na observância dos preceitos destinados a regular a convivência comunitária. Foi composta em 529 para a abadia de Montecassino, porBento de Núrsia: a Regula Beneticti. A ordem não foi, porém, fundada por este santo, tendo antes nascido da reunião de vários mosteiros que professavam a sua regra, muito após a sua morte. Mais tarde os monges desta ordem são conhecidos como beneditinos. Bento de Nursia contribuiu decididamente para a evangelização da Europa pelo que foi declarado "Patrono da Europa".

Hoje em dia, a Ordem está espalhada por todo o mundo, com mosteiros masculinos e femininos.

Seguindo o seu exemplo e inspiração, diversos fundadores de ordens religiosas têm baseado as normas e regras de seus mosteiros na "Regra" deixada por Bento, cujo princípio fundamental éOra et labora, o que quer dizer "Reza e trabalha."

Os mosteiros beneditinos são sempre dirigidos por um superior que, dependendo da categoria do mosteiro, pode chamar-se de prior ou abade que é escolhido pelo restante da comunidade. O ritmo de vida beneditino tem como eixo principal o Oficio Divino, também chamado de Liturgia das Horas, que se reza sete vezes ao dia, tal como São Bento havia ordenado. Junto com a intensa vida de piedade e oração, em cada mosteiro se trabalha arduamente em diversas atividades manuais, agrícolas, etc. para o sustento e o autoabastecimento da comunidade.

Carisma e missão - Vida monástico-cenobítica

Irmãs Beneditinas

Irmãs Beneditinas

Irmãs Beneditinas


INSTITUIU A REGRA  DOS BENEDITINOS (O.S.B.)

 

 

        Bento, Patriarca de inúmeros religiosos, nasceu na Umbria no ano de 480, aproximadamente. Era filho de pais ilustres que não pouparam sacrifícios para dar-lhe esmerada educação. Contrário à inclinação natural da idade, desde menino São Bento mostrava aversão aos brinquedos infantis e amor declarado à oração.

      Logo que o desenvolvimento espiritual do menino o permitiu, levaram-no os pais a Roma, com o fim de encetar estudos numa escola pública. O meio em que as circunstâncias o obrigaram a viver, não lhe agradou e, receando o naufrágio de sua inocência, em companhia de tantos moços, que levavam vida repreensibilíssima, resolveu cortar todas as relações com o mundo. Para pôr em seguro a salvação, abandonou Roma e retirou-se para um lugar ermo.

     A aia, que lhe era muito dedicada, acompanhou-o trinta milhas, até uma aldeia de nome Afila. São Bento, subtraindo-se à vigilância de boa mulher, escondeu-se no ermo de Subíaco. Jovem de 15 anos apenas, encontrou-se São Bento com o eremita Romano, que lhe deu o hábito de monge, instruindo-o sobre a vida regular e os respectivos deveres. Em seguida levou-o a uma gruta bem retirada, na serra, desconhecida e de difícil acesso.

   Foi esta gruta, chamada gruta santa, que escolheu para morada. Romano prometeu-lhe a mais estrita reserva sobre o esconderijo e também trazer-lhe a provisão necessária de mantimentos. Três anos passou São Bento naquela gruta, sem receber visita, a não ser de Romano. Deus, porém, querendo fazer brilhar a luz da santidade de seu servo, pôs a descoberta a existência do jovem eremita. Um sacerdote daquela região, estando a preparar a refeição, ouviu uma voz dizendo: "Estás preparando teu jantar, quando meu servo Bento morre de fome no deserto". O servo de Deus pôs-se a caminho, em procura do Santo e só superando inúmeras dificuldades o encontrou. Bento, admiradíssimo de receber visita, não quis conversar com o desconhecido, senão depois de ter passado algum tempo com ele em oração. O sacerdote ofereceu-lhe em seguida comida e insistiu para que ele se alimentasse, pois não achava conveniente o jejum em dia da Páscoa. São Bento ignorava esta circunstância. Terminada a refeição, o sacerdote retirou-se. Tempos depois o paradeiro de São Bento foi descoberto por pastores. Estes, vendo-o, julgaram estar diante de um animal feroz, engano causado pela pele de animais com que São Bento se cobria, e pelo fato inesperado de encontrar-se um ser humano nos rochedos de Subíaco, por todos classificados de inabitáveis. Assim foi aos poucos conhecida a morada do Santo nos rochedos de Subíaco, em particular a gruta, que se tornou alvo da visita de muita gente, que lá ia para receber conforto e conselho do santo eremita.

      Quem julga ser ermo o lugar inacessível a tentações, engana-se. A gruta de Subíaco, tão afastada do bulício do mundo, foi teatro de lutas horríveis. O demônio, que perseguiu o Divino Mestre até o deserto, descobriu também o esconderijo de São Bento, e tudo fez para demover o santo do caminho de Deus. Ora importunava-o com a aparição de um pássaro preto; ora eram os jogos de fantasia, com que projetava diante da alma do jovem as imagens mais sedutoras da vida de Roma. A tentação era tão forte, que foi preciso Bento lutar com a máxima energia, para não deixar o ermo e voltar ao mundo. Para extinguir o fogo da paixão e quebrar o aguilhão da tentação, São Bento revolvia-se em espinhos, conseguindo por estes meios extraordinários a vitória do espírito sobre a carne.

    Devido à fama de santidade, foi enorme o número de pedidos dos que desejavam viver sob a direção do santo eremita. Após muitos rogos insistentes, aceitou a dignidade de abade do Convento de Vivaro. A disciplina daquele convento, porém, estava tão corrompida, que São Bento se viu obrigado a proceder com bastante rigor, no intuito de reconduzir os monges relaxados à observância fiel da regra. Formou-se entre os religiosos tão estranhada antipatia contra o santo superior, que terminou por degenerar em ódio. Para livrar-se-lhe da vigilância, conceberam o plano sinistro de matá-lo. Adicionaram forte dose de veneno ao vinho, que ia ser apresentado a São Bento. Quando este, porém, conforme o seu costume de benzer o alimento antes de o tomar, fez o sinal da cruz sobre a bebida, o copo partiu-se. Longe de se irritar com este fato, disse aos irmãos: "Deus vo-lo perdoe, meus irmãos. Tendes agora a prova de que tive razão, quando, logo no princípio, vos disse que os meus costumes não combinavam com os vossos".

   São Bento abandonou o convento dos monges rebeldes e voltou para Subíaco. Lá o número dos discípulos crescia-lhe de dia para dia de modo que, em poucos anos, foi preciso fundar doze conventos. São Gregório fala de muitos milagres, que São Bento fez na época da fundação dos mosteiros. As famílias mais nobres de Roma, confiavam os filhos à direção do santo homem. Os santos Plácido e Mauro , ambos filhos de senadores de Roma, figuraram entre os primeiros educandos de São Bento.

   O inimigo de Cristo via com grande desgosto os progressos da nova Ordem, e não se descuidou de armar-lhe o laço. O instrumento de que se serviu, foi um mau sacerdote, vizinho de Subíaco. Florêncio, assim se chamava a infeliz criatura, espalhou horríveis calúnias contra o Santo. São Bento não teve outra resposta, senão o silêncio. Receando que sua presença pudesse irritar ainda mais o mau gênio de Florêncio, saiu de Subiaco e fixou residência em Monte Cassino. Mal tinha saído de Subíaco, quando teve notícia da morte repentina do caluniador, soterrado nos escombros de uma casa.

      No cume do Monte Cassino existia um templo do deus Apolo e perto do templo havia um bosque, consagrado à mesma divindade. Templo e bosque gozavam ainda de grande veneração. Vexado com este resto de paganismo São Bento começou a pregar o santo Evangelho. A pregação e os numerosos milagres que fazia, converteram muitas pessoas. O templo foi derrubado e nas ruínas se ergueram dois conventos, sob a invocação de São João Batista e São Martinho. Tal é a origem do célebre mosteiro de Monte Cassino, fundado em 529, quando São Bento contava 49 anos de idade, sendo Justiniano imperador, Papa Felix III, e Rei da Itália Atalárico, chefe dos Godos.

    São Bento não possuía a ciência das coisas profanas; tanto mais versado era na ciência de Deus e da salvação. Em Monte Cassino escreveu a admirável regra para a vida monástica. Nesta obra monumental São Bento revelava um profundo conhecimento da alma humana e da ciência que a conduz ao ápice da perfeição. São Gregório encantava-se com o espírito de sabedoria e modéstia desta regra e não hesitava em preconizá-la entre todas a primeira. A regra de São Bento foi adaptada por todos os monges do Ocidente e conservou-se por muito tempo como base da vida monástica. Eis o que prescreve a dita regra: o silêncio, a oração, o trabalho, o recolhimento, a caridade fraterna e a obediência. São Bento chamava sua Ordem escola para aprender a servir a Deus. Ele mesmo mostrou pelo exemplo a excelência da obra. Sendo superior da Ordem, era para todos os filhos o modelo de monge exemplar. Como outro Moisés, escolhido por Deus para conduzir o povo eleito, de Deus recebeu o dom dos milagres e da profecia, para autenticar-lhe a alta missão. A natureza era-lhe sujeita e o segredo das coisas futuras desvendava-lhe ante os olhos.

    Na presença de muito povo chamou a vida um noviço, cujo cadáver foi tirado dos escombros de um muro desmoronado. Predisse que o mosteiro de Monte Cassino seria profanado e destruído, o que aconteceu no ano de 850, por ocasião da invasão dos Lombardos e na grande guerra mundial, em 1944.

   Totila, rei dos godos, quis provar o espírito profético do Santo, e ordenou a um dos oficiais, chamado Rigo, que se apresentasse a São Bento em traje real e com a comitiva da corte. Rigo compareceu na presença de São Bento, o qual vendo-o sem se levantar da cadeira, lhe disse: "Meu filho, tira a vestimenta que usas, porque não é tua".

  Totila, sabendo deste fato, foi ter o abade de Monte Cassino e admirou-se grandemente, vendo-se recebido pelo Santo com estas palavras: "Já praticastes muitos males e como vejo, maiores ainda praticarás. Hás de tomar Roma, transpôr o mar e reinar por espaço de nove anos. No décimo ano morrerás e comparecerás perante o tribunal de Deus, onde darás conta de tudo o que fizeste". Esta profecia cumpriu-se em todos os detalhes. Totila assustou-se bastante com as palavras do Santo Patriarca, a cujas orações se recomendou. Tendo tomado mais tarde Nápolis, tratou os prisioneiros com uma caridade tal, que não se poderia esperar de um rei bárbaro.

    São Bento morreu no mesmo ano que sua irmã Santa Escolástica , porém depois dela, e um ano depois da visita do Rei Totila. Predisse a sua morte e seis dias antes mandou abrir a sepultura. No sexto dia da doença foi levado à Igreja, para receber os últimos sacramentos. Depois de ter feito umas exortações aos religiosos, de pé e as mãos elevadas ao céu, exalou o espírito, em 21 de março de 543, tendo a idade de 63 anos. Grande parte das relíquias descansam no Mosteiro de Monte Cassino hoje completamente restaurado. As outras foram transportadas para a abadia de Fleury, na França.

Santa Escolástica, Virgem


 

Escolástica, irmã de São Bento, grande fundador  das Ordens  monásticas  no Ocidente, nasceu em Spoleto, na Itália, e teve, como o irmão,  uma educação primorosíssima de pais piedosos e  tementes a Deus. Modelo de donzela cristã, Escolástica era piedosa, virtuosa, cultivadora da oração, temente a Deus e inimiga do espírito do mundo e das vaidades. 

Igual ao irmão, nutria o desejo de dedicar a vida  exclusivamente ao serviço de Deus. Bento tinha fundado o mosteiro no Monte Cassino, e em sua companhia já  viviam muitos religiosos, que observavam a  regra  por ele elaborada. Ao irmão se dirigiu Escolástica, com o pedido de  indicar-lhe o caminho a  tomar, para realizar seu plano. São  Bento mandou  construir  uma  pequena cela  perto do mosteiro e  deu-lhe uma norma de vida, nos traços  principais  igual à dos monges.  À eremita associaram-se, pouco a pouco, muitas pessoas de seu sexo e  a  construção de um grande convento impôs-se  como necessária. É esta  a  história  da  fundação da  Ordem das  Beneditinas, que teve  uma aceitação simpática em todo o mundo, chegando a contar  14.000 mosteiros. Escolástica foi a primeira Superiora  Geral. Nesta qualidade não só trabalhou para sua santificação, mas zelou também pela fiel observação da regra em todos os mosteiros. 

Nos conventos das monjas beneditinas era observada  rigorosamente  a  clausura, sendo proibida  a  entrada a homens.  Só uma  vez por ano Escolástica recebia  a visita do irmão. O lugar onde  realizava  esse  encontro , era  uma casa,  nas  proximidades  do Monte  Cassino. 

Em uma  dessas  visitas, quando tinham já tomado a refeição da tarde, e São Bento se aprontava para voltar ao mosteiro, Escolástica lhe disse:  "Peço-te, meu irmão, que te detenhas esta noite  aqui, para que possamos conversar sobre as coisas  celestes.  São Bento, não querendo passar  a  noite fora  do  mosteiro, não a quis  atender. Escolástica pôs as mãos sobre a mesa, inclinou a cabeça sobre elas e  nesta posição pediu a Deus que lhe proporcionasse o consolo de  conversar  sobre coisas  religiosas  com o irmão até o dia seguinte.  

Eis que  inesperadamente se  anuviou o céu, desabou forte tempestade e  a chuva caiu com tanta quantidade, que São Bento e  os companheiros  se  viram obrigados  a  ficar.   Embora  o Santo reconhecesse  a  intervenção de Deus no efeito da  oração da irmã, disse-lhe em tom de repreensão: " Deus te perdoe, minha  irmã, o que fizeste".  Escolástica, porém, respondeu:  " Eu te pedi e  não quiseste  atender-me;  dirigi-me  a  Deus e fui ouvida".  Tendo ambos  passado a noite  em piedosos  colóquios, no dia seguinte  se  separaram e - para  sempre.  Três dias  depois Escolástica trocou esta  pátria provisória pela  eterna, entregando a alma a Deus.  São Bento, viu a alma da irmã, qual uma pomba, subir ao céu.  

O corpo de  Escolástica  foi transportado  para o mosteiro de São Bento, e sepultado no túmulo que o santo abade tinha mandado preparar para si. Escolástica morreu em 543, na idade de  60 anos. No século  sétimo, suas relíquias, com as de seu santo irmão,  foram  levados  para Mans, na França. Uma donzela  que tinha morrido naquela  ocasião,  voltou à vida  quando se lhe impuseram  as  relíquias  da  santa.  

Terminemos  os traços  biográficos  de Santa Escolástica com referência  a uma prática  por ela usada, quando se achava em grandes  tribulações: era fixar o olhar no Crucifixo. Este olhar trazia-lhe consolo e coragem para vencer todas as dificuldades.  "Um único olhar sobre a imagem do Crucificado - confessou a mesma -  tira-me toda a aflição e  suaviza-me o sofrimento".  

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Comentários

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por janielle pires 03/Abril/2010 às 18:32

Que maravilha ver o Bispo de minha diocese junto com minha comunidade amada! Deus os abençõe e Maria os Guarde!


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