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05/10/2020

UM DIA COM SANTA FAUSTINA KOWALSKA

“Espírito Santo, dá-me a graça de uma confiança inquebrantável em razão dos méritos de Jesus Cristo, e temerosa em razão da minha fraqueza.

UM DIA COM SANTA FAUSTINA KOWALSKA

 

1 – SINAL DA CRUZ

2 – VINDE ESPÍRITO SANTO…

Do Beato Miguel Sopocko

 

“Espírito Santo, dá-me a graça de uma confiança inquebrantável em razão dos méritos de Jesus Cristo, e temerosa em razão da minha fraqueza.

 

Quando a pobreza bater à minha porta:

JESUS, EU CONFIO EM VÓS.

Quando me visitar a doença ou a deficiência física:

JESUS, EU CONFIO EM VÓS.

Quando o mundo me rejeitar e me perseguir com o seu ódio:

JESUS, EU CONFIO EM VÓS.

Quando a negra calúnia me manchar e encher de amargura:

JESUS, EU CONFIO EM VÓS.

Quando me abandonarem os amigos e me ferirem com suas palavras e suas ações:

JESUS, EU CONFIO EM VÓS.

 

Espírito de amor e de misericórdia, sê meu refúgio, meu doce consolo, minha aprazível esperança, para que nas mais difíceis circunstâncias da minha vida eu nunca deixe de confiar em Ti. Amém!”.

 

3 – ORAÇÃO INICIAL

À TRINDADE SANTA

 

“Ó Santíssima Trindade, quantas vezes o meu peito respirar, quantas vezes o meu coração bater, quantas vezes o meu sangue pulsar em mim, outras tantas mil vezes desejo adorar a Vossa misericórdia.

Desejo transformar-me toda em Vossa misericórdia e ser um vivo reflexo Vosso, ó meu Senhor! Que a Vossa misericórdia, que é insondável e de todos os atributos de Deus o mais sublime, se derrame através do meu coração e da minha alma sobre o próximo.

Ajudai-me, Senhor, para que os meus olhos sejam misericordiosos, de modo que eu jamais suspeite nem julgue as pessoas pela aparência externa, mas perceba a beleza interior dos outros e possa ajudá-los.

Ajudai-me, Senhor, para que os meus ouvidos sejam misericordiosos, de modo que eu esteja atenta às necessidades dos meus irmãos e não me permitais permanecer indiferente diante de suas dores e lágrimas.

Ajudai-me, Senhor, para que a minha língua seja misericordiosa, de modo que eu nunca fale mal dos meus irmãos; que eu tenha para cada um deles uma palavra de conforto e de perdão.

Ajudai-me, Senhor, para que as minhas mãos sejam misericordiosas e transbordantes de boas obras e não se cansem jamais de fazer o bem aos outros, enquanto aceite para mim as tarefas mais difíceis e penosas.

Ajudai-me, Senhor, para que sejam misericordiosos também os meus pés, para que levem sem descanso ajuda aos meus irmãos, vencendo a fadiga e o cansaço; o meu repouso esteja no serviço ao próximo.

Ajudai-me, Senhor, para que o meu coração seja misericordioso e se torne sensível a todos os sofrimentos do próximo; ninguém receba uma recusa do meu coração. Que eu conviva sinceramente mesmo com aqueles que abusam de minha bondade. Quanto a mim, me encerro no Coração misericordiosíssimo de Jesus, silenciando aos outros o quanto tenha que sofrer. Ó meu Jesus, transformai-me em Vós, porque Vós tudo podeis. Amém!”(D. 162).

 

4 – BIOGRAFIA DE SANTA FAUSTINA KOWALSKA

 

“A Irmã Faustina Kowalska, apóstola da Misericórdia de Deus conhecida em todo o mundo,

É considerada pelos teólogos como uma pessoa que faz parte de um grupo de notáveis místicos da Igreja. Nasceu no dia 25 de agosto de 1905, como a terceira dos dez filhos numa pobre, mas piedosa família de aldeões, em Glogowiec (Polônia). No batismo, que se realizou na igreja paroquial de Swinice Warskie, recebeu o nome de Helena. Desde a infância distinguiu-se pela piedade, pelo amor à oração, pela diligência e obediência, e ainda por uma grande sensibilidade à miséria humana. Apesar de ter frequentado a escola por menos de três anos, no ”Diário” por ela deixado, numa linguagem extremamente transparente, descreveu exatamente o que queria dizer, sem ambiguidades, com muita simplicidade e precisão.

Nesse ”Diário”, escreve ela a respeito das vivências da sua infância:

“… eu senti a graça à vida religiosa desde os sete anos. Aos sete anos de vida ouvi pela primeira vez a voz de Deus em minha alma, ou seja, o convite à vida religiosa, mas nem sempre fui obediente à voz da graça. Não me encontrei com ninguém que me pudesse esclarecer essas coisas”.

 

Aos dezesseis anos de idade, deixou a casa paterna para ir trabalhar como empregada doméstica em Aleksandrów, perto de Lodz, a fim de angariar meios para a subsistência própria e ajudar os pais. Nesse tempo o desejo de ingressar na vida religiosa aos poucos ia amadurecendo nela. Visto que seus pais não concordavam com tal decisão, Heleninha procurou sufocar em si o chamado divino.

Anos depois, escreveria em seu “Diário”:

“Numa ocasião, eu estava com uma de minhas irmãs num baile. Enquanto todos se divertiam a valer, a minha alma sentia tormentos interiores. No momento em que comecei a dançar, de repente vi Jesus a meu lado, Jesus sofredor, despojado de Suas vestes, todo coberto de chagas e que me disse estas palavras: “Até quando hei de ter paciência contigo e até quando tu me decepcionarás?” Nesse momento parou a música animada, não vi mais as pessoas que comigo estavam, somente Jesus e eu ali permanecíamos. Sentei-me ao lado de minha irmã, disfarçando com uma dor de cabeça o que se passava comigo. Em seguida, afastei-me discretamente dos que me acompanhavam e fui à catedral de S. Estanislau Kostka. Já começava a anoitecer e havia poucas pessoas na catedral. Sem prestar atenção a nada do que ocorria à minha volta, caí de bruços diante do Santíssimo Sacramento e pedi ao Senhor que me desse a conhecer o que devia fazer a seguir. Então, ouvi estas palavras: “Vai imediatamente a Varsóvia (Polônia) e lá entrarás no convento”. Terminada a oração, levantei-me, fui para casa e arrumei as coisas indispensáveis. Da maneira como pude, relatei a minha irmã o que havia acontecido na minha alma. Pedi que se despedisse por mim de meus pais e assim, só com a roupa do corpo, sem mais nada, vim para Varsóvia (Diário, 9).

Em Varsóvia (Polônia), procurou um lugar para si em diversas comunidades religiosas, mas em todas foi recusada. Foi somente no dia 1 de agosto de 1925 que se apresentou à Congregação das Irmãs da Divina) Misericórdia, na Rua Zytnia, e ali foi aceita. Antes disso, para atender às condições, teve que trabalhar como empregada doméstica numa família numerosa na região de Varsóvia, para dessa forma conseguir o enxoval pessoal.

Ela descreveu em seu ‘Diário’ os sentimentos que a acompanhavam após ter ingressado

na vida religiosa:

‘Sentia-me imensamente feliz, parecia que havia entrado na vida do paraíso.

O meu coração só era capaz de uma contínua oração de ação de graças’

(Diário, 17).

Na congregação recebeu o nome de irmã Maria Faustina. Realizou o noviciado em Cracóvia e foi ali que, na presença do bispo Estanislau Rospond, professou tanto os primeiros votos religiosos como, passados cinco anos, os votos perpétuos de castidade, pobreza e obediência. Trabalhou em diversas casas da Congregação, porém permaneceu mais tempo em Cracóvia (Polônia), Vilna (Lituânia) e Plock (Polônia), exercendo as funções de cozinheira, jardineira e porteira. Exteriormente nada deixava transparecer a sua profunda vida mística. Ela cumpria assiduamente as suas funções, guardando com zelo a regra religiosa. Era recolhida e silenciosa, embora ao mesmo tempo fosse desembaraçada, serena, cheia de amor benevolente e desinteressado para com o próximo. O severo estilo de vida e os extenuantes jejuns que ela se impunha antes ainda de ingressar na Congregação enfraqueceram tão severamente seu organismo que já no postulado teve de ser encaminhada para tratamento de saúde.

Após o primeiro ano do noviciado vieram as experiências místicas extremamente dolorosas – da chamada noite escura, e depois os sofrimentos espirituais e morais relacionados com o cumprimento da missão que havia recebido de Jesus Cristo. Irmã Faustina ofereceu a sua vida a Deus em sacrifício pelos pecadores, a fim de salvar as suas almas, e por essa razão foi submetida a numerosos sofrimentos.

Nos últimos anos de vida intensificaram-se as enfermidades do organismo: desenvolveu-se a tuberculose, que atacou os pulmões e o trato alimentar. Por essa razão, por duas vezes, durante alguns meses, permaneceu em tratamento no hospital.

Completamente esgotada fisicamente, mas em plena maturidade espiritual e misticamente unida a Deus, faleceu no dia 5 de outubro de 1938 com fama de santidade, tendo apenas 33 anos de idade, dos quais 13 anos de vida religiosa. (Notas do “Diário” de santa irmã Faustina)”

5 – UM BEATO FALA SOBRE UMA SANTA

 

O Beato Pe. Miguel Sopocko foi por alguns anos o Confessor e Diretor Espiritual de Santa Faustina Kowalska. Coube a ele acalmar as autoridades da congregação de Santa Faustina e o clero local sobre a autenticidade das visões. E foi especialmente graças a ele que o quadro de Jesus Misericordioso foi pintado.

Ele conta:

AS MINHAS RECORDAÇÕES SOBRE A FALECIDA IRMÃ FAUSTINA

Padre Miguel Sopoćko confessor e diretor espiritual da Irmã Faustina:

 

“Conheci a Irmã Faustina no verão (julho ou agosto) de 1933, como minha penitente na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia em Vilnius, Lituânia (Rua Senatorska, 25), na qual eu era então um confessor comum. Ela chamou a minha atenção pela extraordinária delicadeza de consciência e pela íntima união com Deus.

(…) Tendo conhecido mais de perto a Irmã Faustina, constatei que os dons do Espírito atuavam nela em estado oculto, mas que em certos momentos bem frequentes manifestavam-se de maneira evidente, concedendo parcialmente uma intuição que envolvia a sua alma, despertava ímpetos de amor, de sublimes e heróicos atos de sacrifício e de abnegação de si mesma. De modo particularmente frequente manifestava-se a ação dos dons da ciência, sabedoria e inteligência, graças aos quais a Irmã Faustina via claramente o nada dos bens terrenos e a importância dos sofrimentos e das humilhações.

Ela conhecia com simplicidade os atributos de Deus, sobretudo a Sua infinita misericórdia, enquanto muitas outras vezes contemplava uma luz inacessível e beatífica; mantinha por algum tempo fixo o seu olhar nessa luz inconcebivelmente beatífica, da qual surgia a figura de Cristo caminhando, abençoando o mundo com a mão direita e com a esquerda levantando o manto na região do coração, de onde brotavam dois raios – um branco e um vermelho. A Irmã Faustina tinha essas e outras visões sensitivas e intelectuais já há alguns anos e ouvia palavras sobrenaturais, captadas pelo sentido da audição, pela imaginação e pela mente.

Temendo a ilusão, a alucinação e a fantasia da Irmã Faustina, dirigi-me à Superiora, a Irmã Irene, a fim de que me informasse a respeito de quem era a Irmã Faustina, de que fama gozava na Congregação junto das Irmãs e Superioras, bem como solicitei um exame da sua saúde psíquica e física. Após ter recebido uma resposta lisonjeira para ela sob todos os aspetos, por algum tempo continuei ainda a manter uma posição de expectativa; em parte eu não acreditava, refletia, rezava e investigava, da mesma forma que me aconselhava com alguns sacerdotes doutos a respeito do que fazer, sem revelar do que e de quem se tratava. E tratava-se da concretização de supostas exigências categóricas de Jesus Cristo no sentido de pintar uma imagem que a Irmã Faustina via, bem como de instituir a festa da Misericórdia Divina no primeiro domingo depois da Páscoa.

(…) Levado mais pela curiosidade de que tipo de Imagem seria essa do que pela fé na veracidade das visões da Irmã Faustina, decidi dar início à pintura desta. Conversei com o artista e pintor Eugénio Kazimirowski, que residia no mesmo prédio que eu, o qual, a troco de certa importância, prontificou-se a realizar a pintura.

(…) Este trabalho durou alguns meses e finalmente, em junho ou julho de 1934, a Imagem estava pronta. A Irmã Faustina queixava-se de que a Imagem não estava tão bonita como ela a via, mas Jesus tranquilizou-a e disse que a Imagem seria suficiente do modo como estava. E acrescentou: “Estou a dar aos homens um vaso com o qual devem vir buscar graças a Mim. Este vaso é esta Imagem com a inscrição: Jesus, confio em Vós”.

(…) Os efeitos das revelações da Irmã Faustina, tanto na sua alma como nas almas de outras pessoas, superaram todas as expectativas. Enquanto no início a Irmã Faustina estava um pouco assustada, temia a possibilidade de executar as ordens e esquivava-se a elas, aos poucos tranquilizou-se e chegou a um estado de total segurança, certeza e profunda alegria interior: tornava-se cada vez mais humilde e obediente, cada vez mais unida a Deus e paciente, concordando inteiramente e em tudo com a Sua vontade.

(…) Ela profetizou, com muitos detalhes, as dificuldades e até as perseguições com que eu me defrontaria por motivo da difusão do culto da Misericórdia Divina e dos meus empenhos pela instituição da Festa com esse nome no domingo da Pascoela. (Foi mais fácil suportar tudo isso com a convicção de que, desde o início, essa havia sido a vontade divina em toda essa questão.) Ela me profetizou também a sua morte no dia 26 de setembro, dizendo que morreria dentro de dez dias, e faleceu no dia 5 de outubro. Por falta de tempo, não pude participar no seu funeral.

Bialystok (Polónia), 27.01.1948″.

 

6 – JESUS EXPLICA A SANTA A PROGRESSÃO DA GRAÇA NA ALMA

 

Em um lindo diálogo, não se sabe se numa visão ou se em uma locução interior Jesus explica o caminho espiritual que uma alma percorre. Vai da “alma pecadora”, reconhece o seu pecado e então fala pra “alma em desespero”, está arrependida pela enormidade de seus pecados. Então Jesus fala a “alma sofredora”. Está alma consolada por Jesus busca a Deus e então Jesus fala a “alma que busca a perfeição”. Esta alma ciente de sua fraqueza e da grandeza de Deus, atinge a perfeição e Jesus fala com a “alma perfeita”. É o mais longo dos diálogos, vede:

DIÁLOGO DE DEUS MISERICORDIOSO COM A ALMA PERFEITA

“— Alma: “Meu Senhor e Mestre, desejo falar Convosco”.

— Jesus: Fala, porque te escuto a qualquer hora, filha querida (93). Sempre estou à tua espera. Sobre o que é que desejas falar Comigo?

— Alma: “Senhor, primeiramente derramo a Vossos pés o meu coração como perfume de gratidão por tantas graças e benefícios com que me cumulais sem cessar, que são tão numerosos que, se os quisesse contar, não poderia fazê-lo. Lembro-me apenas de que nunca houve um momento na minha vida em que eu não tivesse experimentado a Vossa proteção e bondade”.

— Jesus: Agradam-Me as tuas palavras, e tua ação de graças abre-te novos tesouros de graças. Mas, Minha filha, talvez pudéssemos falar não em geral, mas em detalhes, sobre o que mais te pesa no coração. Conversemos em confidência, sinceramente, como dois corações que se amam reciprocamente.

— Alma: “Ó meu Senhor misericordioso, existem segredos no meu coração os quais, além de Vós, ninguém conhece, nem conhecerá jamais. Mesmo que eu os quisesse revelar, ninguém me compreenderia.

Alguma coisa conhece o Vosso representante, porque afinal me confesso com ele, mas apenas na medida em que sou capaz de lhe desvendar esses segredos. O resto fica entre nós por toda a eternidade, ó meu Senhor! Vós me cobristes com o manto da Vossa misericórdia, sempre me perdoando os pecados. Nunca me recusastes o Vosso perdão, mas, compadecendo-Vos de mim, sempre me oferecestes vida nova, a vida da graça. E, para que eu em nada duvidasse, Vós me entregastes à carinhosa proteção da Vossa Igreja, essa verdadeira mãe carinhosa que, em Vosso Nome, assegura-me as verdades da fé e vela para que eu nunca erre. Sobretudo no tribunal da Vossa misericórdia a minha alma obtém todo um mar de clemência. Aos anjos rebeldes não destes tempo para penitência, nem lhes prorrogastes o tempo de misericórdia. Ó meu Senhor, colocastes no caminho da minha vida santos sacerdotes que me indicam o caminho certo.

Jesus, existe mais um mistério em minha vida — o mais profundo, mas também o mais amoroso — que sois Vós mesmo, quando sob a espécie do pão vindes ao meu coração. Aqui está todo o mistério da minha santidade. Aqui o meu coração, unido com o Vosso, torna-se um só, aqui já não existe nenhum mistério, porque tudo o que é Vosso — é meu, e o que é meu — é Vosso. Eis o poder e o milagre da Vossa misericórdia. Nem todas as línguas juntas, humanas e angélicas, encontrarão palavras suficientes para expressar esse mistério de amor e da Vossa insondável misericórdia. Quando reflito sobre esse mistério de amor, o meu coração entra em novo êxtase de amor, e no silêncio falo-Vos de tudo, Senhor, porque a linguagem do amor é sem palavras, porque não passa despercebido nem um dos estremecimentos do meu coração. Ó Senhor, apesar da Vossa grande condescendência, a Vossa grandeza cresceu na minha alma e, por isso, despertou nela um amor ainda maior para Convosco — objeto único do meu amor — porque a vida de amor e união transparece exteriormente numa perfeita pureza e profunda humildade, na afetuosa mansidão e grande zelo pela salvação das almas.

Ó meu dulcíssimo Senhor, Vós velais por mim a cada instante e me dais a inspiração de como proceder em determinado caso, quando o meu coração hesita entre uma coisa e outra. Fostes Vós mesmo que tantas vezes interviestes para resolver a questão. Ah, quantas vezes com uma inspiração me destes a conhecer o que mais Vos agrada!

Oh, quantos são esses perdões secretos, dos quais ninguém sabe.

Quantas vezes derramastes na minha alma força e coragem para prosseguir. Vós mesmo afastastes as dificuldades do meu caminho, intervindo diretamente na ação humana. Ó Jesus, tudo o que Vos disse é uma pálida sombra diante da realidade do que se passa no meu coração.

Ó meu Jesus, como desejo a conversão dos pecadores! Vós sabeis o que faço por eles, para conquistá-los para Vós. Dói-me imensamente toda ofensa cometida contra Vós. Vós vedes que não poupo esforços nem Jesus, não me deixeis sozinha no sofrimento. Vós, Senhor, sabeis como sou fraca, sou o abismo da miséria, sou o próprio nada.

Então não será de admirar que, se me deixardes sozinha, logo venha a cair. Sou como uma criança recém-nascida, Senhor, não sou capaz de me orientar sozinha. No entanto, confio acima de qualquer abandono e confio apesar do meu sentimento; confio e me transformo toda em confiança, algumas vezes não obstante aquilo que sinto. Em nada diminuais o meu sofrimento, dai-me somente força para suportá-lo.

Fazei comigo o que Vos aprouver, Senhor, dai-me somente a graça de eu saber amar-Vos em cada ocasião e circunstância. Não diminuais, Senhor, o cálice da amargura, dai-me somente força para eu ser capaz de o esvaziar.

Senhor, Vós me elevais, algumas vezes, até a claridade das visões e, outras, me mergulhais na noite escura e no abismo do meu nada; e a alma se sente como que desolada no meio de uma selva muito densa…

No entanto, acima de tudo confio em Vós, Jesus, porque sois imutável.

A minha maneira de ser é mutável, mas Vós sois sempre o mesmo, cheio de misericórdia” (D. 1488).

 

7 – 17 FATOS QUE A SANTA EXPLICA SOBRE A MISERICÓRDIA DIVINA

 

  1. A Festa da Misericórdia será um refúgio para todas as almas:

 

“Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas. Nesse dia, estão abertas todas as comportas Divinas, pelas quais fluem as graças. Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate” (Diário, 699).

 

  1. Não haverá paz senão pela misericórdia de Deus:

 

“A humanidade não encontrará a paz enquanto não se voltar, com confiança, para a minha misericórdia” (Diário, 300).

 

III. Quando o mundo reconhecer a misericórdia de Deus será um sinal do fim dos tempos:

 

“Que toda a humanidade conheça a Minha insondável misericórdia. Este é o sinal para os últimos tempos; depois dele virá o dia da justiça” (Diário, 848).

 

  1. A justiça de Deus é iminente quando sua misericórdia é rejeitada:

 

“Quem não quiser passar pela porta da Misericórdia, terá que passar pela porta da minha justiça…” (Diário, 1146).

 

  1. A Festa da Misericórdia poderá ser a última chance para que muitos se salvem:

 

“As almas se perdem, apesar da Minha amarga Paixão. Estou lhes dando a última tábua de salvação, isto é, a Festa da Minha Misericórdia. Se não venerarem a Minha misericórdia, perecerão por toda a eternidade” (Diário, 965).

 

  1. Que Deus é o melhor de todos os Pais:

 

“Meu Coração está repleto de grande misericórdia para com as almas, e especialmente para com os pobres pecadores. Oh! se pudessem compreender que Eu sou para eles o melhor Pai, que por eles jorrou do Meu Coração o Sangue e a Água como de uma fonte transbordante de misericórdia” (Diário, 367).

 

VII. No primeiro domingo depois da Páscoa será celebrada a Festa da Misericórdia:

 

“Estes raios defendem as almas da ira do Meu Pai. Feliz aquele que viver à sua sombra, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus. Desejo que o primeiro domingo depois da Páscoa seja a Festa da Misericórdia” (Diário, 299).

 

VIII. Deus quer que todos sejam salvos:

 

“Minha filha, escreve que quanto maior a miséria da alma, tanto mais direito tem à Minha misericórdia, e [exorta] todas as almas à confiança no inconcebível abismo da Minha misericórdia, porque desejo salvá-las todas” (Diário, 1182).

 

  1. Os maiores pecadores têm mais direito à misericórdia de Deus:

 

“Quanto maior o pecador, tanto maiores direitos a minha misericórdia. Em cada obra das Minhas mãos se confirma essa misericórdia. Quem confia na minha Misericórdia não perecerá, porque todas as suas causas são Minhas, e os seus inimigos destroçados aos pés do Meu escabelo” (Diário, 723).

 

  1. A confiança na misericórdia de Deus dos maiores pecadores deve ser total:

 

“[Coloquem] a esperança na minha misericórdia os maiores pecadores. Eles têm mais direito do que outros à confiança no abismo da Minha misericórdia. Minha filha, escreve sobre a Minha misericórdia para as almas atribuladas. Causam-Me prazer as almas que recorrem à Minha misericórdia. A estas almas concedo grandes graças que excedem os seus pedidos. Não posso castigar, mesmo o maior dos pecadores, se ele recorre a Minha compaixão, mas justifico-o na Minha insondável e inescrutável misericórdia” (Diário, 1146).

 

  1. Deus oferece perdão completo àqueles que confessam e comungam na festa da misericórdia:

 

“Desejo conceder indulgência plenária às almas que se confessarem e receberem a Santa Comunhão na Festa da Minha misericórdia” (Diário, 1109).

 

XII. Não deve haver medo de se aproximar da misericórdia de Deus:

 

“Que a alma fraca, pecadora, não tenha medo de se aproximar de mim, pois, mesmo que os seus pecados fossem mais numerosos que os grãos de areia da terra, ainda assim seriam submersos no abismo da minha misericórdia” (Diário, 1059).

 

XIII. A misericórdia de Deus deve ser adorada e a imagem venerada:

 

“Estou exigindo o culto à Minha misericórdia pela solene celebração desta Festa e pela veneração da Imagem que foi pintada. Por meio desta Imagem concederei muitas graças às almas. Ela deve lembrar as exigências da Minha misericórdia, porque mesmo a fé mais forte de nada serve sem as obras” (Diário, 742).

 

XIV. As almas receberão graças que não serão capazes de conter e irradiarão para os outros:

 

“Diz, Minha filha, que sou puro Amor e a própria Misericórdia. Quando uma alma se aproxima de mim com confiança, encho-a com tantas graças, que ela não pode encerrá-las todas em si mesmas e as irradia para as outras almas” (Diário, 1074).

 

  1. A imagem da Divina Misericórdia é fonte de numerosas graças:

 

“Ofereço aos homens um vaso, com o qual devem vir buscar graças na fonte da misericórdia. O vaso é a Imagem com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós” (Diário, 327).

 

XVI. Ao venerar a imagem, recebe-se a proteção de Deus na vida e, acima de tudo, na morte:

 

“Prometo que a alma que venerar esta Imagem não perecerá. Prometo também, já aqui na Terra, a vitória sobre os inimigos e, especialmente, na hora da morte. Eu mesmo a defenderei como Minha própria glória” (Diário, 48).

 

XVII. Aqueles que divulguem esta devoção serão protegidos por Deus durante toda a vida:

 

“As almas que divulgam o culto da minha misericórdia, Eu as defendo por toda a vida como uma terna mãe defende seu filhinho e, na hora da morte, não serei Juiz para elas, mas sim o Salvador Misericordioso. Nessa última hora a alma nada tem para a sua defesa, além da minha misericórdia. Feliz a alma que, durante a vida, mergulhou na fonte da misericórdia, porque não será atingida pela justiça” (Diário, 1075).

 

 

8 – LADAINHA DE SANTA FAUSTINA KOWALSKA

 

Senhor – tende piedade de nós. Senhor…

Cristo – tende piedade de nós. Cristo…

Senhor – tende piedade de nós.

 

Jesus Cristo – ouvi-nos.

Jesus Cristo – atendei-nos.

 

Deus Pai do Céu – tende piedade de nós.

Deus Filho Redentor do Mundo – tende piedade de nós.

Deus Espírito Santo – tende piedade de nós.

Santíssima Trindade que sois um só Deus – tende piedade de nós.

 

Santa Maria – rogai por nós.

Santa Faustina, testemunha viva da misericórdia do Pai celeste – rogai por nós.

Santa Faustina, humilde serva de Jesus, Misericórdia Encarnada – rogai por nós.

Santa Faustina, instrumento obediente do Espírito Consolador – rogai por nós.

Santa Faustina, filha confiante da Mãe da Misericórdia – rogai por nós.

Santa Faustina, confidente da mensagem da misericórdia – rogai por nós.

Santa Faustina, secretária fiel das palavras de Jesus Misericordioso – rogai por nós.

Santa Faustina, grande Apóstola da Divina Misericórdia – rogai por nós.

Santa Faustina, dispensadora do Deus rico em Misericórdia – rogai por nós.

Santa Faustina, dom para todo o mundo – rogai por nós.

Santa Faustina, conhecedora da bondade de Deus por cada criatura – rogai por nós.

Santa Faustina, adoradora de Deus no mistério da Encarnação – rogai por nós.

Santa Faustina, participante da Paixão e Ressurreição do Senhor – rogai por nós.

Santa Faustina, guia sobre a estrada da Cruz de Jesus – rogai por nós.

Santa Faustina, que encontraste Jesus nos sacramentos – rogai por nós.

Santa Faustina, unida ao Esposo Divino na própria alma – rogai por nós.

Santa Faustina, iluminada pela Misericórdia de Deus na vida de Maria – rogai por nós.

Santa Faustina, amante da Igreja, Corpo Místico de Cristo – rogai por nós.

Santa Faustina, forte por uma verdadeira fé – rogai por nós.

Santa Faustina, constante na esperança inabalável – rogai por nós.

Santa Faustina, ardente de amor – rogai por nós.

Santa Faustina, bela por uma autêntica humildade – rogai por nós.

Santa Faustina, simples na confiança filial – rogai por nós.

Santa Faustina, exemplo de cumprimento da vontade de Deus – rogai por nós.

Santa Faustina, modelo de serviço e sacrifício – rogai por nós.

Santa Faustina, protetora afetuosa dos sacerdotes e dos religiosos – rogai por nós.

Santa Faustina, defensora das crianças e dos jovens contra o mal – rogai por nós.

Santa Faustina, refúgio dos desviados e desesperados – rogai por nós.

Santa Faustina, consolo para os doentes e sofredores – rogai por nós.

Santa Faustina, vítima sacrifical pelos pecadores – rogai por nós.

Santa Faustina, promotora da confiança nos corações dos agonizantes – rogai por nós.

Santa Faustina, preocupada com a salvação da humanidade – rogai por nós.

Santa Faustina, protetora das almas do purgatório – rogai por nós.

Santa Faustina, que implora a misericórdia divina por todo o mundo – rogai por nós.

 

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo – perdoai-nos, Senhor!

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo – ouvi-nos, Senhor!

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo – tende piedade de nós.

 

  1. Rogai por nós, Santa Faustina, Para que com a vida e com as palavras proclamemos ao mundo a mensagem da Misericórdia.

 

Oremos: Deus Misericordioso, acolhei os nosso agradecimentos pelo dom da vida e da missão de Santa Faustina, e ajudai-nos, com a sua intercessão, a crescer na atitude de confiança para Convosco e de misericórdia para com o próximo. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

 

9 – ORAÇÃO FINAL

Santa Faustina Kowalska, Virgem

ORAÇÃO

(Coleta – própria da Missa da Santa)

 

“Ó Deus, que confiou a Tua misericórdia infinita, as grandes riquezas, a santa Faustina para serem difundidas ao longo desta tarefa, pela intercessão da mesma a nós, concede-nos, que por seu exemplo, possamos ser capazes de receber de Tua bondade eterna, ter plena confiança na obra generosa de tua de caridade, e concluí-la. Por Cristo Senhor nosso, na unidade do Espírito Santo” Amém!

 

Pai Nosso…

Santa Maria…

Glória ao Pai…

 

Santa Faustina Kowalska – Apóstola da Divina Misericórdia – Rogai por nós.

 

Antônio Gomes

Consagrado na dimensão de Aliança da Comunidade Mariana Boa Semente

Missão Quixeramobim (Sede)

Fontes utilizadas:

Fontes consultadas:

 

Diário A MISERICÓRDIA DIVINA NA MINHA ALMA Santa Maria Faustina Kowalska – Ed. Apostolado da Divina Misericórdia. Ano 1995;

http://www.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/homilies/2000/documents/hf_jp-ii_hom_20000430_faustina.html

https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/ccdds/documents/rc_con_ccdds_doc_20191007_decreto-celebrazione-verginediloreto-adnexus_la.html

– https://misericordia.org.br/agenda/1o-dia-novena-a-santa-faustina-kowalska/ http://www.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/homilies/2000/documents/hf_jp-ii_hom_20000430_faustina.html

http://www.jesus-misericordioso.com/formas-honra-divina-misericordia.htm

https://www.acidigital.com/noticias/17-coisas-que-jesus-revelou-a-santa-faustina-sobre-a-divina-misericordia-73111

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