Notícias

10/06/2019

Saiba como foi o primeiro dia da Conferência Internacional do Charis

Cerca de 500 pessoas participam do evento que será encerrado hoje (07). No sábado, a Sala Paulo Vl será aberta para outros participantes e haverá um momento com o Papa Francisco, no início da tarde. Na noite de sábado (18h30) será celebrado a Vigília de Pentecostes, na Praça de São Pedro.

Está acontecendo, desde ontem (06), a Primeira Conferência Internacional do Charis (Serviço Internacional para Renovação Carismática Católica). Centenas de líderes mundiais do Movimento Carismático também participam da Conferência na Sala Paulo Vl (Salão das Audiências Pontifícias), na cidade do Vaticano, inclusive alguns conselheiros da RCCBRASIL e a presidente do Conselho Nacional, Katia Roldi Zavaris.

Cerca de 500 pessoas participam do evento que será encerrado hoje (07). No sábado, a Sala Paulo Vl será aberta para outros participantes e haverá um momento com o Papa Francisco, no início da tarde. Na noite de sábado (18h30) será celebrado a Vigília de Pentecostes, na Praça de São Pedro.

Os participantes brasileiros produziram um resumo de como foi o primeiro dia do evento. Confira:

Primeira Conferência Internacional do Charis (Novo Serviço Internacional para Renovação Carismática Católica) – Catholic Charismatic Renewal Internacional Service (06/07/2019)

– Na abertura da Conferência, Jim Murphy, presidente do ICCRS (Serviço Internacional para Renovação Carismática Católica), iniciou a Primeira Conferência Internacional do CHARIS afirmando que o Serviço não precisa se parecer com nada do que existia antes, desde que o Espírito Santo nos conduza. Gilberto Barbosa, Presidente da Catholic Fraternity, pontuou que o trabalho de discernimento e construção do CHARIS foi trabalhoso e cuidadoso. Afirmou, ainda, que acredita que o CHARIS será, de fato, uma grande graça para a Igreja.

– Michelle Moran, membro da Comissão constitutiva do CHARIS, afirmou que temos pelo menos três formas de medir a força da RCC:

1) Os números são importantes, pois demonstram a missionariedade da RCC diante do secularismo crescente em todos os continentes;

2) Com que profundidade entramos nesta experiência? A árvore que está plantada junto à água tem sempre folhas sempre verdes. Como nos afirma Ezequiel 37, precisamos estar neste rio de graça;

3) Estamos produzindo frutos maduros no Espírito Santo? Qual foi o impacto e a influência da RCC no mundo? Como seria se estivéssemos vivendo a verdade da cultura de Pentecostes? Somos chamados a influenciar a Igreja, mas a nossa missão é transformar o mundo.

– CHARIS é chamado a testemunhar a unidade, nos exorta o Papa Francisco.

Talvez sejamos como os discípulos que estavam reunidos na mesma sala esperando Pentecostes. Oremos particularmente pelo CHARIS.

– CHARIS acolhe as novas comunidades e possibilita o acolhimento de comunidades ecumênicas; que os Santos que nos precederam nos acompanhem para que possamos dar testemunho neste tempo.

– O Cardeal Kevin Farrell (Prefeito do Dicastério para Leigos, Família e Vida) nos exortou sobre a Visão e importância do CHARIS. A ideia do CHARIS nasceu do Papa Francisco mesmo. É o Espírito Santo que o guia. Ele é o vigário de Cristo no mundo. Disse o cardeal: “sempre que o encontro, ele pergunta sobre como está a RCC”.

– O cardeal ainda recordou que em 2015, o Papa escreveu uma Carta à Catholic Fraternity e ao ICCRS propondo a reflexão para se iniciar um novo serviço mundial à Corrente de Graça. O Papa não está interessado em organização apenas, mas em vida pastoral, em fortalecimento da unidade na RCC. O Papa Francisco, como bispo, aos poucos foi apreciando o serviço da RCC; o Papa quer o entendimento de que a RCC não pertence aos membros, mas a toda Igreja. A RCC foi um presente para a Igreja, a exemplo de Franscisco de Assis; a corrente de graça vai muito além do que a expressõesexistentes; Paulo VI, em 1981, afirmou que a RCC é uma chance para a Igreja e para o mundo; João Paulo II, no ano 2000, chamou a RCC a uma maior maturidade eclesiástica; Bento XVI nos chamou  a crescer e produzir mais frutos. Francisco, no Circo Maximus nos chamou a um tempo de reflexão, lembrando da nossa origem.

– A Igreja precisa da RCC para difundir o Evangelho.

– A conversão parte do encontro pessoal com Cristo, do batismo no Espírito Santo. Que sejamos pessoas de oração, de louvor, próximos dos pobres, pois “Não há limites para o desafio do amor” (Paulo VI,  1975).

– Para o papa Francisco, a RCC é uma escolha da Igreja para o ecumenismo. A Igreja espera a unidade maior dentro da RCC. Que o Espírito Santo venha sobre nós e nos una; que o CHARIS sirva a todas a expressões carismáticas, buscando unidade na diversidade, com renovada experiência de perdão recebido e dado.

– Cada um de nós é chamado a ser servo; precisamos nos preocupar em dar alimento sólido ao mundo; ter e promover uma boa formação teológica; aprofundar laços de cooperação com todos os bispos no mundo, mesmo quando não partilham da mesma forma de oração; formar novos líderes, que surjam novos líderes. A Evangelii  Gaudium nos chama a dar aos jovens os sentimentos de pertencer às  comunidades; o futuro da Igreja está na geração que vem depois denós.

– Jean-Luc Moens, moderador geral do CHARIS, nos disse que as ondas podem estar nos atingindo, mas nunca esqueçamos que é o Espírito Santo que está nos guiando. Não somos capazes de realizar esta missão sem oração, sem a graça do Espírito Santo.

– Na homilia da Santa Missa, o Cardeal Kevin Farrell nos exortou: “Sejam um em mim.” O Amor só flui quando estamos n’Ele. O primeiro aspecto de Pentecostes é gerar uma profunda comunhão em nós. Somos chamados a ser cheios de senso de comunhão em nossos corações; Jesus nos ensina a cultura do encontro nesses dias. Demos à RCC uma nova experiência do amor do Pai!

– A proclamação do Evangelho pela RCC precisa iluminar milhões de pessoas; Por isto estamos retomando à sua origem… Não se trata de estratégias humanas, mas de compromisso.

– O Espírito Santo deve gerar comunhão nas novas comunidades e nos Grupos de Oração; a comunhão é indispensável para a missão. Daí deriva a dimensão ecumênica que o Papa Francisco deu à RCC; Jesus quer se comunicar com todos e esta comunicação está acima da religião.

– A experiência do Espírito Santo sustenta a Santa Igreja, gera muitos frutos, conversão. O serviço aos pobres precisa testemunhar o amor do Pai e do Filho em nós; é urgente à vida da Igreja ir aos pobres; mais do que gerar emoções e sentimentos, o Espírito Santo está preocupado em salvar almas através daIgreja;

– A Dra. Mary Healy, presidente da Comissão Doutrinal do CHARIS, nos levou a refletir sobre alguns desafios da Evangelização:

-Toda a Igreja está convidada a redescobrir a sua identidade de discípulos e missionários; estamos vivendo em um mundo cheio de órfãos espirituais que não tem ideia de quem são e onde estão. Sem o poder do Espírito Santo, o Evangelho não é boa nova; recebemos o mesmo Espírito que Ele recebeu; Jesus se tornou modelo para toda evangelização, não somente com palavras, mas em atitudes.

– Jesus ressuscitado novamente repete a mesma instituição “Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas” (Mc 16, 17).

– A Igreja tem sido pentecostal desde o dia que ela nasceu. As pessoas precisam mais do que uma mensagem verbal. Elas precisam do Senhor que cura, que salva. Para que Deus fez surgir a RCC? Ele deu esta torrente de graça para que toda a Igreja possa voltar a acreditar no Senhor.

– Através de uma Mesa Redonda foram abordados alguns temas importantes:

1) CHARIS e o Serviço Nacional de comunhão:

    – Etienne Mellot, membro do Serviço Internacional de Comunhão (SIC), nos exortou a convidar os grupos a participar dessa rede de comunhão; em um ano esperamos já ter serviços nacionais de comunhão;

    – Chistof Hemberger, vice-presidente do ICCRS, nos apresentou dois exemplos de Serviços Nacionais de Comunhão que tem dado certo.

2) CHARIS e o Serviço continental de comunhão:

    – Pino Scafuro, membro do SIC, nos esclareceu que no serviço continental de comunhão teremos um representante de cada país daquele continente. Portanto, é necessário estabelecer o serviço nacional o mais rápido possível.

3) CHARIS e a Formação:

    – Andres Arango, membro do SIC, nos recordou que o Estatuto do CHARIS apresenta 13 objetivos e o 10° trata especificamente de formação. A partir daí apontou-se alguns aspectos formativos que CHARIS darácontinuidade: Curso/Escola de Formação de Líderes; Curso de formação sobre Intercessão Profética, Curso sobre Carismas.

0 Comentários
Deixe o seu comentário!

Confira as atualizações dos Blogs!
Notoris - Agência Digital