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11/06/2018

Jovem deixou as quadrilhas e será ordenado sacerdote dentro de uma prisão

Um jovem diácono da Arquidiocese de Monterrey (México), que cresceu no mundo das quadrilhas antes de conhecer de perto a misericórdia de Deus, será ordenado sacerdote em uma prisão.

Um jovem diácono da Arquidiocese de Monterrey (México), que cresceu no mundo das quadrilhas antes de conhecer de perto a misericórdia de Deus, será ordenado sacerdote em uma prisão.

Trata-se de Gabirel Everardo Zul Mejía, que cresceu no bairro Granja Sanitaria, atualmente conhecido como Valle Santa Lucía, em Monterrey, uma região com altos índices de violência, quadrilhas e tráfico de drogas.

Em um vídeo divulgado pela Arquidiocese de Monterrey, Gabirel recorda que, “como muitos jovens dessa região, estava envolvido em quadrilhas, em enfrentamentos, e fui crescendo nesse ambiente”.

A violência o levou a passar algum tempo no Centro de Reabilitação Social (CERESO) Topo Chico.

“Foi onde eu tive o meu encontro com Deus”, garante e assinala que uma das coisas que mais o impressionou durante os seis dias que ficou na prisão, “foi quando os irmãos internos realizaram comigo o que eu conheço agora como obras de misericórdia”.

“O fato de poder compartilhar um cobertor, cuidar de mim para que eu não me unisse com pessoas que também podiam me causar algum dano lá dentro. Inclusive, o fato de me dar algumas moedas para comprar alguns descartáveis ​​para poder comer”, contou.

Gabirel assegurou que “a inquietude de querer ser ordenado na prisão permaneceu em mim pelo grande amor que Deus me mostrou no momento mais difícil da minha vida”.

O jovem diácono teve a permissão do Arcebispo de Monterrey, Dom Rogelio Cabrera López, para ser ordenado no CERESO Topo Chico, em 27 de julho deste ano.

Em seu processo de conversão, o jovem passou por alguns grupos paroquiais, retiros e inclusive foi missionário durante um ano na cidade de Mina, no estado de Nuevo León.

Em declarações ao jornal mexicano ‘Reforma’, Darío Torres Rodríguez, responsável pelas comunicações do Seminário de Monterrey, assinalou que Gabirel teve 10 anos de formação, durante os quais “não compartilhou abertamente a sua experiência, só quando alguém lhe perguntava, mas estava orgulhoso do seu processo e dava testemunho disso”.

Como seminarista, participou da pastoral penitenciária em diversas prisões do estado de Nuevo León e também acompanhou crianças com câncer.

“A história de Gabirel impressionou tanto os seminaristas quanto toda a comunidade. Convida-nos a nos esforçarmos”, assinalou.

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