28/02/2018

Fim de óculos e lentes? Colírio corrige córnea e melhora visão

Será o fim de óculos e lentes de contato? Médicos de Israel afirmam ter criado um colírio que seria capaz de reparar a córnea e melhorar problemas de visão de curta e longa distância.

Será o fim de óculos e lentes de contato? Médicos de Israel afirmam ter criado um colírio que seria capaz de reparar a córnea e melhorar problemas de visão de curta e longa distância.

A boa nova foi desenvolvida por uma equipe de oftalmologistas do Centro Médico Shaare Zedek e do Instituto de Nanotecnologia e Materiais Avançados da Universidade Bar-Ilan.

O colírio utiliza nanopartículas hipereflectivas encapsuladas de 0,58 nanômetros de diâmetro que são colocadas sobre as camadas mais superficiais da córnea, conseguindo modificar seu estado refracional (seu grau). Um nanômetro corresponde a 1 milionésimo de milímetro.

A substância experimental foi testada em 10 porcos e teve bons resultados.

O trabalho foi apresentado no último congresso da Sociedade Europeia de Cirurgia Refrativa em Lisboa, no ano passado.

Ele ainda não foi publicado em revistas científicas.

Até 2 graus

O oftalmologista David Smadja, que lidera a equipe da pesquisa, conseguiu mudar até 2 graus de miopia e de hipermetropia nos olhos de porcos.

“O interessante é que ele não notou mudança na curvatura da córnea dos olhos de porco, modo como fazemos hoje com o laser. Olhos míopes tem sua curvatura aplanada e olhos hipermétropes, ao contrário, tem elevada”, explica o oftalmologista Paulo Dantas, especialista em córnea e membro do Conselho de Oftalmologia Brasileiro (COB).

A previsão é que os testes clínicos em humanos sejam realizados ainda este ano.

Caso sejam bem-sucedidos, a expectativa é que o colírio diminua e até elimine a necessidade de óculos.

Como

A ideia é que o tratamento seja feito por meio de um aplicativo que poderá ser baixado em smartphones.

Este aplicativo será capaz de analisar os olhos do paciente, medir o grau de miopia ou hipermetropia e criar um padrão a laser.

O estudo é inédito, mas não é a primeira vez que a nanotecnologia é utilizada no ramo da oftalmologia.

Já existem estudos, inclusive no Brasil, que utilizam as nanopartículas como substitutas de antibióticos para doenças oculares.

“Uma das vantagens é que não dependeria de o paciente cumprir o horário de colocar o colírio. As nanopartículas seriam injetadas na superfície ocular já no hospital”, explica Dantas

Com informações do R7

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