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15/05/2019

Canonização da primeira santa brasileira é um dos processos mais rápidos da história

O Brasil recebeu com alegria a notícia de que Irmã Dulce, o Anjo Bom da Bahia, como é conhecida a beata, será em breve elevada aos altares tornando-se a primeira mulher nascida no Brasil a ter seu nome inscrito no livro dos santos, graças ao reconhecimento de um segundo milagre atribuído à sua intercessão, apenas 27 anos após seu falecimento.

O Brasil recebeu com alegria a notícia de que Irmã Dulce, o Anjo Bom da Bahia, como é conhecida a beata, será em breve elevada aos altares tornando-se a primeira mulher nascida no Brasil a ter seu nome inscrito no livro dos santos, graças ao reconhecimento de um segundo milagre atribuído à sua intercessão, apenas 27 anos após seu falecimento.

Segundo destaca o site Obras Sociais da Irmã Dulce (OSID), sua canonização será a terceira mais rápida da história recente da Igreja, “atrás apenas da santificação do Papa João Paulo II (9 anos após sua morte) e de Madre Teresa de Calcutá (19 anos após o falecimento da religiosa)”. Vale recordar que os mais rápidos da história dos santos lusófonos seguem sendo o de Santo Antônio de Lisboa (ou Santo Antônio de Pádua), canonizado 11 meses após seu falecimento no dia 30 de maio de 1232 e São Teotônio, canonizado 1 ano depois de sua morte ocorrida em 1162 pelo Papa Alexandre III.

Com respeito ao segundo milagre, cujo reconhecimento foi divulgado há poucas horas pelo Vaticano, o site das Obras Sociais da futura santa, confirmou que o fato passou por três etapas de avaliação: “uma reunião com peritos médicos (que deram o aval científico), com teólogos, e, finalmente, a aprovação final do colégio cardinalício, tendo sua autenticidade reconhecida de forma unânime em todos os estágios”.

Embora ainda se desconheça os detalhes, a Arquidiocese de Salvador (BA) e as Obras Sociais da Irmã Dulce (OSID) confirmaram ao portal G1 de notícias que o milagre conseguido pela intercessão da beata baiana se tratou da cura de uma pessoa que recuperou a visão.

Como de praxe, a identidade da pessoa que recebeu a graça, o lugar onde reside e outros detalhes sobre as circunstâncias do milagre, permanecerão em reserva.

Este é o segundo milagre atribuído à Irmã Dulce, que se destacou pelo cuidado dos mais pobres, das crianças necessitadas e dos enfermos. O primeiro, que permitiu que a religiosa fosse proclamada Beata, foi reconhecido em outubro de 2010 e tratou-se da cura de uma mulher “que apresentava um quadro de forte hemorragia não controlável”, recorda o G1.

“Em um período de 18h, a mulher chegou a passar por três cirurgias, mas o sangramento não cessava. Contudo, sem nenhuma intervenção médica, e após pedir a intercessão de Irmã Dulce, a hemorragia subitamente parou e a paciente se recuperou”, acrescenta o site de notícias brasileiro.

Segundo o site das Obras Sociais da Irmã Dulce (OSID), “a freira baiana foi coroada como a primeira beata nascida na Bahia e passou a se chamar Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, tendo o dia 13 de agosto como data oficial de celebração de sua festa litúrgica”.

A Beata Irmã Dulce nasceu em Salvador (BA), no dia 26 de maio de 1914 e faleceu em 22 de maio de 1992 no convento Santo Antônio, junto dos doentes que ela cuidava. Seus restos mortais foram levados a uma capela dentro do Santuário dedicado à devoção da futura santa, localizado no bairro do Bonfim, na capital baiana.

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