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28/08/2019

Bento XVI responde a críticas à sua reflexão sobre Igreja e a crise de abuso sexual

As críticas deste tipo servem apenas para demonstrar “a gravidade da situação”, advertiu Bento XVI, “em que a palavra Deus muitas vezes parece estar à margem, mesmo na teologia”.

O Papa Emérito Bento XVI respondeu às críticas sobre sua reflexão dedicada à crise de abusos, dizendo que muitas das reações confirmaram sua tese central, de que é a apostasia e o afastamento da fé o que se encontram no coração da crise, ao nem sequer mencionar Deus na crítica à sua reflexão.

Em uma breve declaração, em reação às críticas publicadas na revista alemã “Herder Korrespondenz”, Bento XVI adverte sobre um “déficit geral” nas reações à sua reflexão, indicando que, em grande parte, não entenderam o sentido desta.

Publicada pelo Grupo ACI e outros meios de comunicação, a reflexão de Bento XVI descreveu o impacto que teve a revolução sexual, assim como – independentemente desta – o colapso da teologia moral na década de 1960. O Papa Emérito sugeriu como a Igreja deveria responder, reconhecendo em princípio que “somente a obediência e o amor a nosso Senhor Jesus Cristo pode nos mostrar o caminho”.

As reações à reflexão foram particularmente veementes na Alemanha, onde os especialistas dizem que o Papa Emérito, natural da Baviera, foi objeto de críticas constantes por parte de certos setores.

Citando como exemplo a reação negativa de um professor alemão de história, Bento XVI assinala que, embora esse texto em particular tenha quatro páginas, “a palavra de Deus não aparece [nenhuma vez]”, apesar de a apostasia ter sido a reivindicação central de seu argumento.

As críticas deste tipo servem apenas para demonstrar “a gravidade da situação”, advertiu Bento XVI, “em que a palavra Deus muitas vezes parece estar à margem, mesmo na teologia”.

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