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50 mil pessoas protestam

02/Junho/2011

Contra PL que criminaliza a homofobia

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Mais de 50 mil pessoas de todo o país, na maioria católicos e evangélicos, se reuniram em Brasília, nesta quarta-feira, 1º, para participar da Marcha pela Família, em frente ao Congresso Nacional. A mobilização quis protestar contra o Projeto de Lei (PL) 122/06 que criminaliza a homofobia no país.

"Esse projeto pode transformar em criminosa qualquer pessoa ou instituição que tenha posição contrária ao incentivo e prática homossexual", explica o vigário episcopal da Arquidiocese de Brasília, padre Paulo Sérgio Casteliano.  

O sacerdote explica que, se a lei for aprovada, a pessoa não terá o "direito de pensar diferente" e pode ser preso injustamente, com uma falsa acusação de homofobia. 

Ele exemplifica: "Se você contratar um funcionário que tenha essa opção sexual e, depois de um tempo de serviço, ele se demonstrar desleixado ou irresponsável e for mandado embora por justa causa, basta ele dizer que está sendo perseguido por causa da opção sexual e essa lei irá criminalizar imediatamente o empregador, que pode ir para a cadeia sem direito à fiança". 

Segundo um dos organizadores da marcha e líder da Assembléia de Deus, pastor Silas Malafaia, a lei é inconstitucional e contra a família. "É uma lei vergonhosa, que finge proteger a prática homossexual, porém, sua intenção real é colocar uma mordaça na sociedade e criminalizar os que são contra o comportamento homossexual. Com essa lei querem atingir as famílias, as questões religiosas e a liberdade de expressão”.

A posição da Igreja não muda

Recentemente, com a aprovação da união homoafetiva, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, Dom Antônio Augusto, explicou que a Igreja não discrimina os homossexuais, mas quer que sua opinião sobre o assunto seja respeitada na sua posição de que o casamento é definido como uma união entre o homem e a mulher. 

"Cada instituição tem os seus direitos e procedimentos próprios. Não há como considerar discriminação [por parte da Igreja]", destacou o bispo ao recordar que a Igreja já se pronunciou sobre o tema através de documentos da Santa Sé, como a "Carta aos bispos da Igreja Católica sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais", divulgada pela Congregação para a Doutrina da Fé.  

Em um trecho desta carta, a Santa Sé afirma que o fato de denunciar as injustiças contra as pessoas homossexuais não pode conduzir à afirmação de que a condição homossexual não seja desordenada, e aponta as consequências ao se reforçar tal atitude: "Quando tal afirmação é aceita e, por conseguinte, a atividade homossexual é considerada boa, ou quando se adota uma legislação civil para tutelar um comportamento ao qual ninguém pode reivindicar direito algum, nem a Igreja nem a sociedade em seu conjunto deveriam surpreender-se se depois também outras opiniões e práticas distorcidas ganham terreno e se aumentam os comportamentos irracionais e violentos".

O documento destaca também que "a Igreja não pode se despreocupar de tudo isto e, por conseguinte, mantém firme a sua posição clara a respeito. Posição que não pode, certamente, modificar-se sob a pressão da legislação civil ou da moda do momento". 

Kelen Galvan 
Da Redação, com agências

 


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Comentários

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por Vital Silva (Quixeramobim/CE) 21/Junho/2011 às 08:06

A PLC 122 vai APENAS colocar a homofobia no mesmo rol de outros crimes conhecidos, como por exemplo descriminar uma pessoa por sua etnia, cor de pele, crença ou cultura. Ou seja da mesma forma que é crime proferir palavras descriminatórias há uma pessoa de credo diferente do seu, vai ser crime quando se tratar de discriminação de homossexuais. Ninguém é obrigado a aceitar a homossexualidade alheia, mas terá que haver o respeito. Palavra de grande valor para as religiões.

por Jihane Luz (Banabuiu - CE) 02/Junho/2011 às 09:44

É inacreditável o rumo que estamos tomando, com essa lei o preconceito será contra nós que não aceitamos o pecado, pois vamos perder o direito de pensar e expressar a nossa opção! Estamos praticamente voltando a uma ditadura.

por Afonso Filho (Quixeramobim/CE) 02/Junho/2011 às 08:27

Entende-se que falta é uma correta definição do que é homofobia. Creio que, contra a homofobia, e até a favor de sua criminalização, todos nós cristãos, somos. O que não pode, é taxar de homofóbicos aqueles que não o são, já aos que são devem ser repreendidos mesmo! "Odiamos o pecado, mas amamos o pecador".


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