16/11/2016

Um tempo novo a partir da cruz

por Monica Pereira Celibatária secular da Comunidade Mariana Boa Semente.

Um tempo novo a partir da cruz O sentimento que desde o início me vinha ao coração era o de Deus Pai. Já na sexta-feira ao chegar e contemplar na entrada da casa da paróquia um algodoeiro, com alguns capuchos e várias flores amarelas abertas, tão lindas, mesmo com o calor elas não se deixaram […]

Um tempo novo a partir da cruz

O sentimento que desde o início me vinha ao coração era o de Deus Pai. Já na sexta-feira ao chegar e contemplar na entrada da casa da paróquia um algodoeiro, com alguns capuchos e várias flores amarelas abertas, tão lindas, mesmo com o calor elas não se deixaram abater.

A brisa suave parecia refrescá-las dando vigor. A beleza e a vida pensavam assim: sou eu, se me deixo cuidar pelo Senhor, mesmo que as condições não sejam favoráveis, eu permanecerei bela, porque a água e a brisa no Espírito serão meu sustento em meio ao terrível calor que o mundo e as condições me submetem. Ao contemplar todo o cenário em volta e perceber os montes e colinas, lembrei-me do salmo: “Para os montes dirijo os meus olhos de onde me virá socorro”.

O meu socorro vem do Senhor que fez o Céu e fez Terra, posso então descansar. Eu tenho um Pai amoroso que sempre cuida de mim. Como aquele único pé de algodoeiro, a única figueira, eu tenho percebido a infinita paciência de Deus comigo que não me violenta, não me joga fora, não desis mim porque me ama, me reabastece com sua graça, me dá mais um tempo, me olha com esperança, sabe que eu posso dar frutos, sabe que eu posso me tornar uma planta forte, capaz de também dar sombra e tornar-se abrigo para aliviar o cansaço de outros que, como eu, estão sedentos, suportando os raios quentes dos sofrimentos e os ventos das tribulações, mas o mais importante é não cair.

Por isso devo ter uma raiz bem firmada no Senhor, me mantendo de pé em qualquer tempo, mesmo que ele seja um tempo de cruz será novo, pela ressurreição que o Senhor deseja me conceder, afinal sou uma planta cultivada pelas mãos amorosas do Senhor, eu posso sim dar muito frutos, Ele não me fez estéril. Amém

Maria Monica Pereira Celibatária secular da Comunidade Mariana Boa Semente.

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