05/05/2018

Somos plantação de Deus, galhos da mesma árvore e membros do Corpo de Cristo.

por Antônio Durval Viana Filho

“Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma”. (Jo 15,5)

Paulo em suas cartas nos apresenta muitos elementos que concorrem para o mesmo fim, o entendimento da Igreja como corpo de Cristo, em que cada membro desse corpo é e está responsável pelo crescimento de outros membros, a fim de criar um todo organizado, forte e santo.

Toda assembleia de culto deve levar cada participante à uma comunhão compromissada com o projeto de Deus para aquele povo, bem como ao empenho de colaboração mútua com aqueles que estão à frente da comunidade, com o objetivo de fortalecê-los e ajudá-los na propagação do Evangelho. O Apóstolo define como corpo a ideia do organismo como um todo, estruturado num único objetivo, numa unidade que se fortalece cada vez mais pela força da comunidade que se reúne, aprende e ensina, oferece, agradece e suplica, pela dádiva do mesmo sacramento que é Cristo.

Cristo é a Cabeça, na sua singularidade unifica a todos por seu Corpo, e chama a cada um e a todos a esse serviço de si aos outros, desde as pequenas e simples ações, como a intercessão uns pelos outros, o amor recíproco, a busca da concórdia, a luta por uma vida santa e em paz com todos.

Para que tudo isso aconteça, os cristãos das comunidades de Paulo precisariam acabar com toda e qualquer atitude de exclusão ou de escolha, pois o que une e reúne a todos em volta de si é a refeição em comum, o Corpo de Cristo, e se atitudes de exclusão viesse a acontecer, estariam participando da Ceia de forma inadequada e estariam cometendo pecado contra o Sangue e o Corpo do Senhor. É a partir da reunião em volta da Ceia que se inaugura um novo tempo, uma nova comunidade, a comunidade dos que creem no Cristo e no seu projeto.

 

“Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação. Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros. De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; Ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria” (Rm 12,4-8).

 

Os dons que cada um recebeu são presentes de Deus por meio do Espírito Santo para o serviço e para a santificação de si e dos outros. Todo dom deve sempre ser entendido não como um presente reservado a quem recebeu, mas pelo contrário, este deve ser posto à serviço conforme as necessidades da comunidade, porque os dons só têm sentido e valor se entendidos como oferta aos outros.

“Quero ser fiel à Igreja e ao Carisma plantado em meu coração, para, em louvor e gratidão a Deus, crescer como uma das árvores plantadas por Maria no grande e belo jardim da Igreja, nestes tempos de Primavera”. (ECMBS)

Antonio Durval de Almeida Viana Filho

Consagrado na dimensão de Aliança da Comunidade Mariana Boa Semente

Seminarista do 3º ano de Teologia da Diocese de Quixadá

1 Comentário
  1. Gessé SMSB disse:

    Belíssima reflexão, querido irmão Dudu. Que Deus te abençoe e que Maria te guarde!

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