29/08/2018

Somos filhos da Eucaristia

por Boa Semente

“Antes de qualquer coisa, o ato de adorar, além de ser reconhecimento a Deus pelo Ele que é, revela-se em atitude de humildade solene, uma prostração diante do Altíssimo”. A adoração ao Santíssimo Sacramento consiste em um dos maiores mistério da fé Católica Apostólica Romana, uma vez que, por meio dela, o homem é capaz […]

“Antes de qualquer coisa, o ato de adorar, além de ser reconhecimento a Deus pelo Ele que é, revela-se em atitude de humildade solene, uma prostração diante do Altíssimo”. A adoração ao Santíssimo Sacramento consiste em um dos maiores mistério da fé Católica Apostólica Romana, uma vez que, por meio dela, o homem é capaz de estabelecer uma perfeita comunhão com Cristo que se faz presente na Hóstia Consagrada. Diante disso, entender o sentido e a grandiosidade da Adoração Eucarística é uma necessidade que todo cristão deve assumir em sua caminhada, de maneira que aprofunde, cada vez mais, o seu relacionamento com Deus e com o irmão.

Em sua essencialidade, a Eucaristia é o âmago da vida da Igreja, pois é nEla que Jesus Cristo, em Sua infinita misericórdia, por meio do derramamento do Seu sangue redentor sobre a humanidade, associa o homem ao seu sacrifício de amor, louvor e ação de graças ao Pai. Jesus disse: “Eu sou o Pão Vivo descido do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. Quem come minha carne e bebe meu sangue tem vida eterna, permanece em mim e Eu nele” (cf. Jo 6, 51.54.56). Dessa forma, evidencia-se que é na Eucaristia que Deus se faz verdadeiramente presente, como um sinal de salvação e redenção para todos aqueles que nEle creem.

Somos filhos da Eucaristia, chamados a estar aos pés daquele que tudo pode em nossas vidas, prostrando não somente nossos joelhos diante do Rei, mas também nossos corações, levando ao chão toda a nossa miséria, pecados e tudo que trazemos, para ali, aos pés do Trono, deixar, para que sejamos verdadeiramente tocados e transformados pela presença de Deus.

Não há como explicar em palavras o que é a Adoração, pois esta se configura em uma experiência relacional com a presença do Cristo, porém, o que se pode colocar, é que é impossível um cristão colocar-se verdadeiramente em adoração e não sair de alguma forma transformado.

Desse modo, finalizo este texto rezando com a oração da Beata Alexandrina de Balazar, a qual soube adentrar inteiramente na Graça Divina em uma dinâmica de profunda adoração a Jesus Eucarístico, tornando o seu coração uma Hóstia viva.

“Deu-me Nosso Senhor a pérola mais preciosa, a riqueza maior que me podia dar neste mundo. Como é feliz quem sofre com Jesus! […] Sofrer por amor! Sim, por amor, porque conheço que amo a Nosso Senhor no meio do sofrimento. Muito sofro, mas muito mais quero sofrer, amar, reparar.”

“O tudo desceu ao nada. A grandeza desceu à pobreza. O amor desceu à frieza, à tibieza, à miséria, à indignidade. Que grande amor é Jesus. Desceste do mais alto ao mais baixo. Jesus, dai-me fogo, dai-me amor; amor que me queime, amor que me mate. Eu quero viver e morrer de amor. Jesus, seja o Vosso Divino amor a minha vida! Seja ele, e só ele, a minha morte! Jesus, eu quero amar-Vos, amar-Vos até à loucura, amar-Vos até morrer de amor. Jesus, quero ser a predileta, a loucura do Vosso amor, perder-me na imensidade do Vosso amor.”

Antonio Luigi de Souza Carvalho

Postulante na dimensão de Aliança da Comunidade Mariana Boa Semente

Missão Fortaleza

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