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28/09/2019

Será que estamos dispostos a renunciar ao pecado?

Parece repetitivo quando mencionamos a recordação da origem da humanidade. Lá em Gênesis, ao se tratar sobre o pecado, de imediato vem a imagem da cena em que a serpente oferece o fruto da árvore da vida à Eva. Sim, o pecado, que é tantas vezes falado por padres e leigos da Igreja, é “quando […]

Parece repetitivo quando mencionamos a recordação da origem da humanidade. Lá em Gênesis, ao se tratar sobre o pecado, de imediato vem a imagem da cena em que a serpente oferece o fruto da árvore da vida à Eva. Sim, o pecado, que é tantas vezes falado por padres e leigos da Igreja, é “quando tudo aquilo que praticamos fere o coração de Deus, isto é, corrompe a ligação do Criador – Deus – com a criatura – homem”.

Nessa perspectiva, com a sociedade pós-moderna vem se perdendo o valor, o zelo em saber se a nossa conduta agrada ou não a Deus. Existe um pensamento errôneo na defesa de que o homem é livre para escolher, seguir seu próprio caminho, fazer o que lhe é permitido. Essa ideia vem tornando as pessoas cada vez mais escravas de si, reféns de suas próprias paixões e egoísmos, o que as faz mergulhar em um mar de apegos e posses que, na verdade, só as levam a um vazio insaciável. “Pedis e não recebeis, porque pedis mal, com o fim de satisfazerdes as vossas paixões” (Tg 4, 3).

A questão não é o homem ser pecador, é o fato de este se deixar conduzir pelo seu “eu”, de escolher atalhos que vão permitindo brechas, onde, de forma atropelada, o homem coloca sua vontade própria, suas paixões desenfreadas e determinadas circunstâncias em primeiro plano, espaços estes que levam ao distanciamento de Deus e de sua verdadeira felicidade.

Em Mt 19, 21, “Respondeu Jesus: ‘Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me”. Essa Palavra vem nos trazer a reflexão sobre nossas atitudes. Até podemos está aparentemente obedecendo aos mandamentos, mas nos prendendo aos nossos méritos, às nossas próprias forças. Aqui o Senhor nos exorta a capacidade de nos desprendermos de nós mesmos e a segui-Lo, será que estamos dispostos?

Que Deus os abençoe e Maria os guarde!

Jessica Umbelino

Aspirante da Dimensão de Aliança da Comunidade Mariana Boa Semente

Missão Mombaça

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