13/04/2017

Semana Santa

por Alânia Nogueira

Nessa Semana, dita Santa, celebramos a centralidade da nossa fé, que teve início com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Poderíamos afirmar que essa entrada foi o início de uma sequência que culmina em Sua subida ao Monte Calvário, Sua Morte e a Ressurreição, para a nossa salvação. “Bendito O que vem em nome do Senhor”.

Nessa Semana, dita Santa, celebramos a centralidade da nossa fé, que teve início com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Poderíamos afirmar que essa entrada foi o início de uma sequência que culmina em Sua subida ao Monte Calvário, Sua Morte e a Ressurreição, para a nossa salvação. “Bendito O que vem em nome do Senhor”.

De segunda à quarta, a liturgia nos apresenta textos bíblicos que enfatizam a missão de Cristo.

A Missa da Ceia do Senhor é a grande introdução ao Santo Tríduo Pascal. Ele tem início na Sexta-feira da Paixão, prossegue com o Sábado Santo e chega ao ponto mais alto na Vigília Pascal, terminando com as Vésperas do Domingo da Ressurreição.

Celebramos, na quinta, a memória da Ceia do Senhor, com a instituição da Eucaristia. A Eucaristia não vem como algo separado de outras ações. O próprio Jesus nos demonstra isso ao executar o gesto do Lava-Pés, minutos antes da Ceia, isto porque o serviço e a caridade devem acompanhar a partilha do que os irmãos de fé têm e são.

Deus nos ama com gestos profundos. Toda a liturgia da Sexta-Feira Santa nos recorda isso. Quando as pessoas se afastam de Seus caminhos, Ele as chama à conversão pelos profetas. E ante o endurecimento dos corações, envia Seu Filho Unigênito para a expiação dos nossos pecados.

O que mais me cativa nessa narrativa da Paixão de Cristo que vivenciamos não é a forma como Ele foi flagelado, isto é, não voltemos nosso olhar somente para os métodos utilizados, mas reconheçamos uma verdade latente: mesmo depois de tantos anos, inocentes continuam sendo sacrificados nos becos e ruas. Muitas vezes de maneiras mais cruéis. O que, de fato, me encanta, ao conhecer a história dAquele que há pouco eu celebrava o nascimento e hoje vivo Sua morte, desse Deus, é que, mesmo sofrendo, mesmo sangrando, continuava a enxergar o outro. Isso é evidente quando entrega seu melhor amigo à sua mãe; quando consola as mulheres que choravam no caminho do calvário; e quando consola o ladrão, também crucificado, dando-lhe a certeza do paraíso.

A Vigília Pascal nos traz uma surpresa: o triunfo do poder de Deus sobre a própria morte. Jesus passará pelas portas da mansão da morte, vencendo-a, provando que o Pai confirmou todos os gestos que Ele, Jesus, realizou em vida. Todos os cristãos são convidados a ficar em estado de vigília, à espera da Ressurreição, confirmando e animando os irmãos na fé, e resgatando da morte, pelas águas do batismo, os novos seguidores de Cristo.

Deus sempre nos reserva pequenas surpresas. Surpresas agradáveis! Na manhã da Páscoa, a maior de todas as surpresas, que mudaria os rumos da História: havia sido vencida a própria morte, Ele ressuscitará!

Para alguns, pareceu loucura afirmar a ressurreição. Sinais silenciosos de Deus, sem deixar vestígios violentos ou imponentes, a não ser a pedra removida e os panos de linho dobrados no sepulcro. Ainda hoje há quem diga: loucura! Para a simplicidade dos primeiros discípulos, foi o sinal suficiente que arrastaria o cristianismo pelos quatro cantos do planeta através dos séculos. Ele vive, aleluia!

Alânia Nogueira

Consagrada na dimensão de Aliança da Comunidade Mariana Boa Semente

Missão Banabuiú

2 Comentários
  1. Socorrinha Barbosa disse:

    Muito boa é necessária para maior entendimento.

  2. Sandra Santos disse:

    Ele vive!!! Lindas palavras Alania!

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