18/08/2018

Semana da Família: Espiritualidade na Família

por Daniel Rubens

Os filhos, quando crianças, são introduzidos numa espécie de escola da oração quando a oração dos pais transborda do espaço individual para a igreja doméstica. A saída para a escola / trabalho, as refeições, o momento antes de dormir, a Missa dominical…

Ficou para o terceiro texto a tarefa aparentemente mais difícil. Não parece fácil escrever, nem mesmo viver, a Espiritualidade na Família. Encerramos com esse texto a sequência de reflexões da Semana da Família.

Mas por que parece difícil pensar e viver a Espiritualidade na Família? A primeira impressão que me vem é que a Espiritualidade remete a uma relação com Deus, sobretudo pela oração, marcada pela palavra de Jesus que diz para fecharmos a porta do quarto e orarmos em segredo. Assim, o Pai nos ouviria (ver Mt 6, 5). A oração, pelo menos a oração pessoal, doméstica, por assim dizer, para aqueles que são família, seria um ato individual, solitário até. É no silêncio dessa solidão que nos visita Deus.

Talvez facilite um pouco a superação dessa aparente dificuldade à nossa tarefa de viver uma espiritualidade na família, se pensamos que a oração pessoal, individual e solitária, não concorre com a oração familiar, não lhe é um obstáculo. Pelo contrário, talvez seja o transbordar da oração pessoal a base para a Espiritualidade na Família. A segunda é uma consequência quase natural da primeira.

Os filhos, quando crianças, são introduzidos numa espécie de escola da oração quando a oração dos pais transborda do espaço individual para a igreja doméstica. A saída para a escola / trabalho, as refeições, o momento antes de dormir, a Missa dominical… As crianças vão sendo introduzidas naturalmente na vivência da fé, por uma espiritualidade característica da família, a partir do transbordar da fé dos pais.

Portanto, aquilo que a princípio poderia ser visto como dificuldade, na verdade se trata de um movimento essencial e prévio. A Espiritualidade na Família nasce do encontro “pessoal” com Cristo, por parte dos pais, e impulsiona para o empolgante caminho cujo primeiro passo é dado ainda dentro de casa, no lar. Os filhos são nossa mais próxima experiência de vida em comunidade e a Espiritualidade na Família é a Espiritualidade da comunidade doméstica.

Movidos por esse tema, encerramos essas pequenas reflexões suplicando à intercessão da Sagrada Família de Nazaré. Quantas tarefas! Que missão tão nobre! Quantas dificuldades! Não é à toa que muitas forças espirituais e temporais buscam destruir esse espaço sagrado e querido por Deus que são nossas famílias. Igrejas domésticas! Que não nos falte coragem, fé, amor e esperança para levar a bom termo a missão que nos foi confiada. Conscientes da nossa absoluta incapacidade de chegar a tal fim sem a graça de Deus, a Ele nos entregamos pelas mãos de Maria. Jesus, Maria e José, nossa família vossa é!!!

Que Deus lhes abençoe e Maria lhes guarde!

Daniel Rubens, pai de três, psicólogo e amigo da Comunidade Mariana Boa Semente

Janeth Mary Pinheiro, mãe de três, pedagoga e consagrada da Comunidade Mariana Boa Semente

Missão Fortaleza

2 Comentários
  1. Mayse Soares de Almeida disse:

    Amei.Concordo que a oração familiar é natural é consequência da oração pessoal do casal .

  2. Maria Nunes disse:

    Uma texto maravilhoso, nossas orações por todas as famílias.

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