17/08/2018

Semana da Família: Educação dos filhos

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Tentando ser mais claro: o que conta mais para você, que seu filho se torne um grande profissional ou um santo? Será que alcançar o sucesso temporal já lhe seria suficiente?

Seguindo nossa sequência de reflexões da Semana da Família, pensemos um pouco na tarefa de Educação dos Filhos.

Nesse sentido, queria desenvolver o pensamento em pelo menos duas direções. Primeiramente, no sentido da missão de educar os filhos (confiada não só aos pais, mas também aos familiares) para os valores cristãos da fé, que iluminam a vida em sociedade, e, depois, queria trazer uma palavra de consolo face à experiência da cruz na Educação dos filhos.

O encontro com Cristo transforma a vida toda e toda a vida. E aqui queria convocar os pais para pensar um pouco: em que medida a pessoa de Jesus Cristo é o norte principal, o rumo, a luz que nos ilumina na educação que transmitimos aos nossos filhos? Tentando ser mais claro: o que conta mais para você, que seu filho se torne um grande profissional ou um santo? Será que alcançar o sucesso temporal já lhe seria suficiente?

Calma! A vida não cansa de nos mostrar que, como nos prometeu o Senhor, os que buscam em primeiro lugar o reino, acabam mesmo por ter tudo em acréscimo. Não se trata de alternativas excludentes, trata-se apenas de colocar os valores em uma justa escala. É certo que queremos que nossos filhos ocupem na sociedade os lugares para os quais eles se sentem chamados, inclusive no mundo do trabalho. Esperamos que tenham êxito, sem esquecer jamais do mandamento do Senhor: “trabalhai, não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece para a vida eterna, alimento que o Filho do Homem vos dará” (Jo 6, 27). Abrimos para eles, assim, toda a riqueza da vida cristã, seja como sal no mundo, seja numa vida inteiramente consagrada a Deus.

Passemos à segunda direção do texto. Não poderia encerrar sem compartilhar uma reflexão que tantas vezes faço em família. Muitas vezes nós, pais cristãos, podemos ser surpreendidos pela dor de um filho que não encontrou o mesmo caminho que nós. Não há que se desesperar! Não há que se remoer na culpa! Não somos as únicas influências na vida dos filhos! Não ousemos sondar os mistérios de Deus, pois como alertou São Paulo, “o nosso conhecimento é limitado”, “vemos em espelho” (ver I Cor 13, 9-12).

Tenho receios de um certo culto ao sucesso, mesmo no âmbito da fé. Pode parecer que o êxito dos filhos foi uma “conquista” dos pais. Tal culto ao sucesso me parece bem próximo das promessas de prosperidade das seitas pseudo-cristãs. Lembro-me da parede da igreja pintada com inscrições prometendo “cura, unção, milagres e prosperidade”. Fico a me perguntar: cadê a cruz? A vida de muitos santos foi marcada por um absoluto fracasso temporal. E é possível que muitos santos dos nossos tempos experimentem essa cruz na vida de seus filhos, dado que são violentamente atacados por ideologias que destroem não apenas a fé, mas a dignidade humana.

Que a Virgem Maria que suportou no tempo o escândalo da cruz e Santa Mônica que conviveu trinta anos com a perdição do filho, sejam nossos amparos no cumprimento da tarefa de educar os nossos filhos na fé e fonte de confiança diante da cruz quando esta se apresentar. Que Deus lhes abençoe e Maria lhes guarde!

Daniel Rubens, pai de três, psicólogo e amigo da Comunidade Mariana Boa Semente

Janeth Mary Pinheiro, mãe de três, pedagoga e consagrada da Comunidade Mariana Boa Semente

Missão Fortaleza

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