31/01/2016

Se não tiver o Amor de nada adiantará

por José Ricardo F. Bezerra/Shalom

Faremos uma lectio divina (leitura orante da Palavra de Deus) com o famoso hino à Caridade de 1Cor 13. Mesmo sendo bem conhecido, podemos meditar e louvar com ele e sempre encontrar coisas novas. Leia com calma cada frase, bebendo e mergulhando em suas palavras. Antes de iniciar a leitura, peça o auxílio do Espírito […]

Faremos uma lectio divina (leitura orante da Palavra de Deus) com o famoso hino à Caridade de 1Cor 13. Mesmo sendo bem conhecido, podemos meditar e louvar com ele e sempre encontrar coisas novas. Leia com calma cada frase, bebendo e mergulhando em suas palavras.

Antes de iniciar a leitura, peça o auxílio do Espírito Santo, aquele que inspirou os autores sagrados a escreverem o que Deus quis, para entender o que e o para que foi escrito. Oremos: “Ó vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis, acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai, Senhor, o vosso Espírito, e tudo será criado e renovareis a face da terra”. Oremos: “Ó Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre de sua consolação. Por Cristo Senhor nosso.Amém”.

Após cada versículo, tome o seu caderno e faça a sua oração conforme sugerido abaixo.

“Ainda que eu falasse línguas, as dos homens e dos anjos, se eu não tivesse o amor, seria como sino ruidoso ou como címbalo estridente”. (v.1)

De nada adianta saber falar muitas línguas como o português, inglês, francês, italiano, alemão, espanhol, grego, latim e até as línguas dos anjos, sem a caridade… Em outras palavras, ter caridade vale mais do que falar todas as línguas. Ore sobre isto.

“Ainda que eu tivesse o dom da profecia, o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência; ainda que eu tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tivesse o amor, eu não seria nada”. (v. 2)

Mesmo quem tenha o dom da profecia e o conhecimento de toda a ciência e uma fé capaz de mover as montanhas se não tiver a caridade de nada adianta. Coloque-se diante de Deus submetendo os seus dons e carismas a Ele.

“Ainda que eu distribuísse todos os meus bens aos famintos, ainda que entregasse o meu corpo às chamas, se não tivesse o amor, nada disso me adiantaria”. (v. 3)

Ser totalmente desapegado dos bens materiais e ter uma vida de sacrifícios e ascese sem caridade nada representa para Deus. Suplique ao Senhor um coração livre e amoroso como o dele.

“O amor é paciente, o amor é prestativo; não é invejoso, não se ostenta, não se incha de orgulho”. (v. 4)

Paciência. Prontidão para servir. Alegria pelos dons do outro. Simplicidade. Humildade. Medite e ore sobre esses dons em sua vida. Peça-os a Deus.

“Nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor”. (v. 5)

Discrição nos gestos e palavras. Desprendimento. Mansidão. Perdão. Como às vezes isto pode ser difícil não é mesmo? “Dá-me o que me ordenas e ordena o que quiseres”, disse Santo Agostinho. Suplique esta graça ao Senhor:

“Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade”. (v. 6)

Alegrar-se com a verdade e não com as injustiças. Confiar que no fim, a Justiça de Deus sempre vence. Louve e bendiga por que Jesus é o Senhor e tudo lhe estará submisso.

“Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. (v. 7)

Ore ao Senhor pedindo: “Jesus manso e humilde de coração fazei o meu coração semelhante ao vosso”. Só um coração como o dele é capaz de amar:

“O amor jamais passará. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência também desaparecerá”. (v. 8)

Todos os atos de amor que fazemos têm consequências eternas. Tudo o mais é transitório. Só o amor é eterno. Medite e ore sobre isto em sua vida.

“Pois o nosso conhecimento é limitado; limitada é também a nossa profecia”. (v. 9)

Reconheça seus limites e peça a graça do justo juízo sobre si mesmo.

“Mas, quando vier a perfeição, desaparecerá o que é limitado”. (v. 10)

Na eternidade, seremos o que Deus pensou para nós. Todas as nossas limitações atuais desaparecerão no céu. Louve e bendiga por Jesus, na Eucaristia que nos faz antecipar o céu.

“Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Depois que me tornei adulto, deixei o que era próprio de criança”. (v. 11)

É preciso crescer, ter uma fé adulta. Deixar o que é próprio de criança, imaturidades e leviandades. Reflita se suas atitudes ainda têm algo de criança. “Assuma sua parte nos sofrimentos como bom soldado de Cristo” (2Tm2,3). Expresse ao Senhor esta disposição.

“Agora vemos como em espelho e de maneira confusa; mas depois veremos face a face. Agora o meu conhecimento é limitado, mas depois conhecerei como sou conhecido”. (v. 12)

Nesta vida, os desígnios de Deus nos parecem confusos. Na eternidade tudo ficará claro e límpido. E conheceremos a verdade a respeito de Deus e de nós mesmos. São Francisco de Assis orava horas só com esta frase: “Quem és tu, Senhor? Quem sou eu?”

“Agora, portanto, permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. A maior delas, porém, é o amor”. (v. 13)

Neste tempo, ainda precisamos da fé, da esperança e da caridade. Mas, na outra vida, a fé não será mais necessária. A esperança se extinguirá porque alcançaremos o que almejamos. O Amor, porém, é maior que tudo, pois permanecerá para sempre. Derrame-se em amor a este Deus que tanto o(a) ama.

Releia todo o hino à caridade e suas orações louvando e bendizendo a Deus por tudo o que Ele fez.

Até a próxima!

Shalom!

José Ricardo F. Bezerra

(originalmente publicado na Revista Shalom Maná)

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