19/03/2018

São José: detentor de um silêncio fecundo

por Ávilla Alves Postulante

São João Paulo II descreve muito bem este silêncio fecundo: “O bem não faz ruído, a força do amor expressa-se na discrição tranquila do serviço cotidiano”.

São José, nosso bom protetor

O Verbo de Deus quis viver em uma família e, para isso, Deus elegeu a Virgem Maria e São José, que renunciou a si mesmo para obedecer a Deus cegamente, acolhendo a Maria e a Jesus, como sua esposa e seu Filho legítimo. Da mesma forma, ele acolhe a Igreja de Cristo, da qual foi eleito patrono.

Nas Sagradas Escrituras, vemos São José carpinteiro, pobre, descendente de Davi, que viveu em Nazaré e é apresentado pelos evangelistas como esposo de Maria. Ele era um homem bom, carinhoso, justo, não só com os homens, mas no relacionamento com Deus, sendo-Lhe plenamente fiel. Não sabemos muito sobre este grande homem e de sua boca não temos nenhuma palavra sequer que seja conhecida. Com certeza São José, assim como Maria, guardava todas as coisas em seu coração. Como disse Santa Teresa: “São José, diferentemente da maioria dos mestres, tem algo a ensinar-nos não tanto com suas palavras, mas justamente com seu silêncio”.

Esse silencio de que falamos não é um simples ato de não falar e sim de contemplar a grandeza do mistério ao seu redor. Padre Paulo Ricardo cita que “não se fala quando se está imerso na contemplação do divino, quando a grandeza do que se está a contemplar é tal que qualquer palavra se torna trivial” e que “diante de um acontecimento que ultrapassa completamente a pessoa e o que ela pode dizer, melhor resposta não há do que silenciar-se”.

São José era esse homem: humilde, recolhido, que viveu a santidade no oculto. Renunciando a si mesmo, deixou tudo para trás para viver o plano de Deus para sua vida e para toda a humanidade. São José nos ensina que nem todos podem ter a honra de anunciar Jesus Cristo em todas as partes, mas todos podem ter a honra de obedecê-Lo e amá-Lo e, para isso, não são necessárias grandes coisas ou muito barulho.

São João Paulo II descreve muito bem este silêncio fecundo: “O bem não faz ruído, a força do amor expressa-se na discrição tranquila do serviço cotidiano”.

Que a exemplo de São José pai, esposo, protetor da Igreja, das famílias e das vocações possamos contemplar em silêncio os mistérios de Deus ao nosso redor nos recolhendo no santuário de nossa alma. Ó glorioso São José, rogai por nós!

Ávilla Alves

Postulante na dimensão de Aliança da Comunidade Mariana Boa Semente

Missão Cedro

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