04/09/2015

Quando procurar um psicólogo?

por Aleteia

A psicoterapia é uma forma de acelerar o processo de conhecimento pessoal Muitas pessoas têm vontade de fazer psicoterapia, mas o preconceito e a vergonha de perguntar as impedem muitas vezes de procurar um profissional. Quando diante de alguma dificuldade, a maioria tende a procurar alguém, um bom amigo, alguém que ouça e ajude. Outros […]

A psicoterapia é uma forma de acelerar o processo de conhecimento pessoal

Muitas pessoas têm vontade de fazer psicoterapia, mas o preconceito e a vergonha de perguntar as impedem muitas vezes de procurar um profissional.

Quando diante de alguma dificuldade, a maioria tende a procurar alguém, um bom amigo, alguém que ouça e ajude. Outros preferem ouvir música, jogar bola, dançar, tomar uma cervejinha com os amigos. Realmente tudo isso pode ser útil para superar as dificuldades, porém o alívio proporcionado é apenas momentâneo e superficial, quando não representa apenas uma fuga.

Você já reparou que, quando procuramos alguém para desabafar, o outro sempre tenta contar a sua própria história e ficamos com a sensação de que não fomos ouvidos? E naquele momento você precisava de alguém que o ouvisse com atenção e pensasse junto para aliviar a dor e ajudá-lo a trilhar um novo caminho. É nisto que o processo psicoterapêutico se difere.

A Psicologia, com suas técnicas científicas, pode realmente ajudar as pessoas a viverem melhor, pois o objetivo maior é o autoconhecimento. É preciso deixar claro que quando se procura um profissional, ele não está lá para dar conselhos, julgar, dizer se você está certo ou errado, mas sim para pensar junto e ajudá-lo a chegar na verdade, em quem você realmente é. O importante é procurar um profissional com sensibilidade para entender sua dor e que lhe faça sentir acolhido.

A origem de muitas dificuldades pode se encontrar na educação rígida da infância, naquilo que nos fizeram acreditar ainda crianças, na falta de demonstração de amor e confiança. Tudo isso gera adultos inseguros, sem auto-estima, auto-respeito e amor-próprio e com muito medo de se conhecerem. Assim, afastam-se cada vez mais de quem são realmente.

Acreditam na falsa ilusão que, ao olharem profundamente para dentro de si mesmos, descobrirão algo muito feio de se ver, o que na verdade é exatamente o contrário. Quando se conhecem, descobrem-se muito melhores do que um dia os fizeram acreditar e passam a se respeitar, acreditar em si mesmos e a se amar e isso faz toda a diferença!

Infelizmente, o preconceito mistura-se com a ignorância, fazendo com que muitos deixem de se beneficiar do trabalho terapêutico. Participar deste processo ainda é considerado “coisa de louco” quando, na realidade, a alienação de si mesmo é que se torna um dos grandes geradores de conflitos.Lembre-se que procurar ajuda terapêutica é um sinal de coragem e maturidade. Não de fraqueza, como muitos acreditam.

Dentro do contexto do trabalho terapêutico, os sentimentos são respeitados acima de tudo. É uma hora em que toda atenção está voltada totalmente para você, fazendo com que se obtenha resultados mais profundos e duradouros. O psicólogo clínico pode, e muito, contribuir para que cada um chegue às causas de determinados comportamentos, levando a um conhecimento maior do seu próprio ‘eu’ e principalmente, resgatando sua autoestima e amor-próprio.

Fonte: Aleteia

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