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01/04/2019

O dia da mentira não é uma data cristã!

Mais de 2000 anos da primeira de vinda de Cristo se passaram e vemos uma sociedade permeada por mentiras, padronizada e que bombardeia de críticas qualquer um que escolhe viver de forma diferente. O ato de mentir é tratado de forma trivial, tanto é que se tornou uma data comemorativa e, embora não venha marcada […]

Mais de 2000 anos da primeira de vinda de Cristo se passaram e vemos uma sociedade permeada por mentiras, padronizada e que bombardeia de críticas qualquer um que escolhe viver de forma diferente. O ato de mentir é tratado de forma trivial, tanto é que se tornou uma data comemorativa e, embora não venha marcada nos calendários, é comemorada por muitas pessoas. Nesse sentido, existem várias histórias sobre o surgimento do 1º de abril, que serão apresentadas a seguir.

Antigamente, a Confraternização Universal (Ano Novo) era comemorada no dia 25 de março e durava uma semana. O término dessa celebração culminava no primeiro de abril. Mas o rei da França, Carlos IX, há certa época, decidiu mudar essa data, instituindo o dia primeiro de janeiro como o primeiro do ano, com a implantação do Calendário Gregoriano. Como naquela época as notícias demoravam muito para chegar a cada localidade, nem todas as pessoas adotaram essa mudança.

As pessoas mais tradicionais não aceitaram tal transformação e continuaram as comemorações na data de costume. Quem concordou com a nova data começou a fazer brincadeiras com as pessoas que tiveram a opinião contrária, mandando presentes estranhos e convites para festas inexistentes, que causaram dúvidas, confundindo as pessoas sobre qual data era a real. Assim, o 1º de abril ficou como dia da mentira e, aos poucos, foi sendo espalhado pelo mundo. Um dos exemplos das brincadeiras aconteceu em nosso país no ano de 1848, ocasião em que transmitiram uma notícia sobre o suposto falecimento de D. Pedro, sendo esta desmentida no dia seguinte.

Na atualidade, esse dia, esse costume de fazer brincadeira e pregar peças ainda persiste e muitos cristãos se habituaram a essa “tradição”. Como cristãos, somos chamados a viver a verdade, a estar no mundo e não ser do mundo, a ser sinal constante do amor de Deus, sinal de contradição. O dia da mentira, embora hoje seja considerado inofensivo, leva-nos a cair na enganação, na falsidade, com ações que nos levam a fazer ao outro o que EU NÃO QUERO que façam comigo, indo, portanto, contra a verdade que é o Cristo.

Não podemos ser inocentes ao ponto de habituarmo-nos a práticas não cristãs, pensando que não acarretará nenhum malefício a nossas vidas. O mal só precisa de uma pequena abertura para fazer um grande estrago. O Catecismo da Igreja Católica (CIC), em seu parágrafo 2482, diz que “a mentira consiste em dizer o que é falso com a intenção de enganar”, o que o próprio Jesus confirma por meio de sua palavra em João 8,32, dizendo: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!”.

Em meio a tantas ilusões e mundanismos, cabe a nós, cristãos, filhos do Reino, buscarmos a verdade que é o próprio Jesus Cristo. Jesus é a verdade que nos ilumina, nos guia e nos liberta. A partir desse encontro com Jesus, a partir dessa revelação da verdade, as escamas caem de nossos olhos e contemplamos o bem e o mal, o ruim e o bom, a verdade e a mentira. Além disso, devemos ajudar os irmãos a enxergarem, a conhecerem e a viverem essa verdade, não somente no dia da mentira, mas diariamente nos propormos a ser testemunhas da verdade, levando-a a todos os lugares, pois o mundo já está cheio de mentira, ilusão e enganação.

Deus lhes abençoe e Maria lhes guarde!

Daiane Marques

Noviça na dimensão de Aliança da Comunidade Mariana Boa Semente

Missão Cedro

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