16/05/2016

O braço longo nas redes sociais

por Angela Barroso - Shalom

Com os últimos acontecimentos no Brasil, é possível perceber que as redes sociais estão virando verdadeiros ringues, onde titãs e “super-heróis” se digladiam em duelos acalorados, através de inúmeros comentários e opiniões diversas, postados de acordo com os fatos do momento. Uma discussão pode se tornar negativa se o objetivo for brigar. Vale perceber que […]

Com os últimos acontecimentos no Brasil, é possível perceber que as redes sociais estão virando verdadeiros ringues, onde titãs e “super-heróis” se digladiam em duelos acalorados, através de inúmeros comentários e opiniões diversas, postados de acordo com os fatos do momento. Uma discussão pode se tornar negativa se o objetivo for brigar.

Vale perceber que as redes sociais são feitas de relações, e que só existem pela vontade incansável do ser humano de se comunicar a todo tempo. Em meio às redes, ao poder de comunicação simples e direta, em pleno século XXI, vale a pena deixar a ética se esvair em “online” de segundos?

O hábito de “soltar os cachorros” e expor pontos de vista com sarcasmo e agressividade no ambiente virtual pode atrapalhar o convívio social cara-a-cara. Além disso, o fato de ter fortes emoções durante discussões muitas vezes não acaba bem, em se tratando do brasileiro.

Nessas brigas via web, o anonimato e a distância favorecem e fomentam a discórdia, deixam os usuários “adversários” mais à vontade para se atacarem, com comentários enormes, onde a ira é a linguagem que fere a natureza da discussão em pauta. No caso, a ideia da agressividade induz discussões. Impor suas ideias e fazer justiça em caixa alta, não é um meio de destilar veneno? Uma verdadeira luta de braço.

Santa Catarina de Racconnigi, da Ordem Terceira de São Domingos, vira Nosso Senhor de tal modo crucificado, que um braço estava mais longo do que o outro. Jesus lhe disse, então, que o braço mais curto representava sua Justiça e o mais longo a Sua Misericórdia. “Eles são iguais minha filha, disse o Crucificado – mas neste século corrompido, a misericórdia se estende mais do que a justiça”.

Em meio a essa batalha virtual, maior é a Misericórdia Divina. É preciso fazer como Jesus, usar o nosso braço longo não para omitir nossa opinião, mas para postar com sabedoria e mansidão algo que vai além de um simples “amém” – “amém” não é comentário. Que nossas palavras promovam a paz nas redes sociais.

Desça, sim, sobre nós, o braço da misericórdia. Sabemos que ele é bem longo, alcança a terra e teclados. Quem poderia subsistir ante o braço da justiça eterna?

Angela Barroso

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