29/03/2016

Jesus realmente ressuscitou?

por Por: Leonardo Biondo

“Na Páscoa, os cristãos recordam o dia em que Jesus de Nazaré teria ressuscitado dos mortos, depois de ser crucificado em Jerusalém.” É frequente ouvir ou ler esta declaração, com o verbo condicional “teria”. Ou seja, sob a condição de ser verdade. Mas é verdade que Cristo ressuscitou? Partamos da hipótese de que Cristo não […]

“Na Páscoa, os cristãos recordam o dia em que Jesus de Nazaré teria ressuscitado dos mortos, depois de ser crucificado em Jerusalém.” É frequente ouvir ou ler esta declaração, com o verbo condicional “teria”. Ou seja, sob a condição de ser verdade. Mas é verdade que Cristo ressuscitou?

Partamos da hipótese de que Cristo não tenha ressuscitado e de que tudo não passasse de uma mentira daqueles que, depois de terem violado o sepulcro, esconderam seu corpo. Suponhamos que, como divulgaram os judeus na época, esta teria sido uma invenção dos discípulos de Jesus. Falamos aqui dos seus onze seguidores, de Maria Madalena, de dois peregrinos da cidade de Emaús e das dezenas de pessoas que afirmaram ter visto Jesus após a sua morte. Neste caso, estamos diante de uma mentira planejada por um grupo de dezenas, talvez uma centena de pessoas.

Cinquenta dias após a morte de Jesus, seus discípulos, antes escondidos por medo dos judeus, passam a proclamar em público a ressurreição de Cristo. A explicação teria sido a vinda do Espírito Santo, prometido por Jesus aos discípulos. De qualquer forma, aqueles homens desprovidos de estudo ou retórica que antes estavam escondidos por medo da morte, agora a enfrentam literalmente sem qualquer temor e sua coragem desafia o grupo mais seleto dos judeus, os fariseus.

Depois que um homem conhecido publicamente por ser aleijado desde o seu nascimento apareceu curado quando dois discípulos, Pedro e João, o mandaram levantar-se “em nome de Jesus”, os fariseus ordenaram-lhes que não falassem mais naquele nome. Tendo afirmado “não poder calar aquilo que viram e ouviram”, foram liberados sob novas ameaças. Este fora apenas um dos supostos “milagres” operados e testemunhados em todos os lugares por onde passavam aqueles cristãos. Para agravar a situação, Saulo, um conhecido fariseu e cidadão romano, perseguidor implacável que matava a qualquer pessoa que se confessasse cristão, de repente tornara-se um grande propagador da ressurreição, afirmando ter conversado Jesus vivo!

Nos anos que se seguiram, Pedro, Paulo e incontáveis outros cristãos foram condenados e cruelmente assassinados por fariseus e romanos. Partindo da hipótese de que Cristo não tenha verdadeiramente ressuscitado, seria de se esperar que, entre as aquelas pessoas interrogadas, ameaçadas e levadas à morte, houvesse alguém que finalmente contasse “a verdade” ou que pelo menos abdicasse daquilo que propagava. E, no entanto, estes homens e mulheres resistiam até a condenação pública e a morte cruel sem esboçar qualquer hesitação. Por qual motivo eles fariam isso? Por que, pelos séculos seguintes, mães e filhos preferiram ser estraçalhados pelas feras do Coliseu romano a negar a própria identidade cristã? Ainda hoje, em alguns países, os cristãos são perseguidos e mortos por aquela mesma fé.

Se a arqueologia não nos dá provas concretas da ressurreição de Jesus de Nazaré e se os elementos históricos não forem suficientes para a confirmação do fato, é preciso reconhecer a relevância dos testemunhos acima citados para uma análise imparcial. Em última análise, antes de ser uma fé comum, a ressurreição de Jesus é conhecida por ser uma experiência pessoal de quem o encontrou depois daquela sexta-feira, véspera da páscoa do ano 30 dC. É e sempre será uma questão de fé. Eu creio.

Por: Leonardo Biondo

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