24/09/2017

#Eusouanunciador

por Iali Nogueira Mendonça

Foi preciso a perseguição para que o anúncio do Reino se espalhasse (cf. At 8,1) e chegasse de porta em porta, de pessoa a pessoa, até os dias de hoje. E hoje, quem é responsável por propagar o anúncio da Boa nova?

Foi preciso a perseguição para que o anúncio do Reino se espalhasse (cf. At 8,1) e chegasse de porta em porta, de pessoa a pessoa, até os dias de hoje. E hoje, quem é responsável por propagar o anúncio da Boa nova? O Senhor nos faz um convite por meio da parábola dos trabalhadores da vinha (cf. Mt 20, 1-7), esse convite não é somente para pastores, sacerdotes e religiosas, é também para leigos. Somos chamados a trabalhar (evangelizar) na vinha (mundo), não importando em que momento fomos chamados (se foi há dez anos atrás ou se foi hoje de manhã) , mas importando apenas a nossa resposta vibrante e generosa a esse chamado.

A Christifideles Laici diz: “Os fieis leigos vivem no século, isto é, emprenhados em toda e qualquer ocupação e atividade terrena e nas condições ordinárias da vida familiar e social, com as quais é como que tecida a sua existência”. Os fiéis leigos são pessoas que vivem a vida normal no mundo, estudam, trabalham e estabelecem relações amigáveis, sociais, profissionais e culturais.

Nós somos esse povo (a Igreja militante) à qual o Papa João Paulo II fala nessa exortação. Nossa casa, trabalho, círculo de amigos, são ambientes que temos para expressar e propagar o Cristo. Já parou para pensar quantas centenas de pessoas vemos todos os dias, e para quantas delas sorrimos e desejamos um bom dia?! Ou gastamos um pouco do nosso “precioso tempo” com algum conhecido ou amigo para ouvi-lo e dar conselhos?! Essas situações podem acontecer todos os dias, e nem percebemos que poderíamos ter evangelizado sem necessariamente estar explícito que o estávamos fazendo.

Todas as situações, hoje, são grandes oportunidades para o anúncio, mas é necessário termos uma espécie de feeling (ter visão, enxergar uma boa oportunidade) diante das diversas situações que vivemos no dia a dia, para identificar a maneira certa de chegar ao outro. Não devemos ter medo de ser essa pessoa que dá testemunho com a vida, as obras e as palavras, pois haverá situações em que a evangelização precisará sair dos nossos lábios e se tornar gestos concretos para que o outro acredite na bondade e no amor de Deus que age em cada um que Ele escolhe. Pode ser que você, naquele momento, seja a única oportunidade que aquela pessoa vai ter de se encontrar com Jesus.

Segundo o Papa Francisco na exortação apostólica A Alegria do Evangelho: “Quando a Igreja apela ao compromisso evangelizador, não faz mais do que indicar aos cristãos o verdadeiro dinamismo da realização pessoal: ‘Aqui descobrimos outra profunda lei da realidade: A vida se alcança e amadurece à medida que é entregue para dar vida aos outros. Isto é, definitivamente, a missão. ’”

Então, tomemos posse do nosso chamado a ser propagadores da Boa Nova e como diz o Papa Francisco: “Recuperemos e aumentemos o fervor de espírito, a suave e reconfortante alegria de evangelizar, mesmo quando for preciso semear com lágrimas! (…) E que o mundo do nosso tempo, que procura ora na angústia ora com esperança, possa receber a Boa Nova dos lábios, não de evangelizadores tristes e descoroçoados, impacientes ou ansiosos, mas sim de ministros do Evangelho cuja vida irradie fervor, pois foram quem recebeu primeiro em si a alegria de Cristo.”

Iali Nogueira Mendonça

Consagrada na dimensão de Aliança da Comunidade Mariana Boa Semente

Missão Iguatu

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