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16/11/2019

Dicas para não mimar os filhos

Os pais precisam ser persistentes, pois a estratégia dos filhos é cansar os pais, para que eles cedam Nos dias de hoje, onde as facilidades são muitas, surge uma dúvida na educação dos filhos: será que os pais equilibram bem responsabilidades e bônus ou criam pequenos déspotas, que estão presos ao próprio umbigo, com probabilidades […]

Os pais precisam ser persistentes, pois a estratégia dos filhos é cansar os pais, para que eles cedam

Nos dias de hoje, onde as facilidades são muitas, surge uma dúvida na educação dos filhos: será que os pais equilibram bem responsabilidades e bônus ou criam pequenos déspotas, que estão presos ao próprio umbigo, com probabilidades de se tornarem adultos imaturos, mimados e egoístas. Por outro lado, existem pais que exigem demais das crianças e as transformam em adultos prematuros, que passam o resto da vida em busca da infância perdida.

A regra básica de convivência é não ceder a todas as vontades e impor limites, como exemplo, quando vamos a um shopping e as crianças querem comprar. Cuidado para não comprar tudo o que ela quer, ou, sempre que sair, terá a obrigação de comprar algo. Entretanto, isso não impede que, em alguns momentos específicos, possa comprar algo, quando o orçamento e o comportamento da criança permitem.

Uma técnica importante é as crianças terem mesada e serem conscientizadas de que, se gastarem tudo, na próxima saída não terão dinheiro para comprar; essa é uma forma de treinar para o consumo adulto consciente.

Os filhos são especialistas em chantagem, e aprendem a reconhecer os pontos fracos dos pais, portanto, mantenha- se firme naquilo que não pode ser negociado.

Ensinar o significado do ‘não’ ajuda os filhos para a vida. Os pais precisam ser persistentes, pois a estratégia dos filhos é cansarem os pais, para que eles cedam. Então, mantenha o seu ‘não’. Não se sinta culpado por não poder lhes dar algo material. Tudo isso passa, o que não pode faltar é o amor, o carinho e o apoio familiar.

No modelo antigo, os pais diziam não e saiam de perto, hoje os pais ficam explicando muito. Não se desculpe por cumprir regras. É preciso dialogar, para que possam entender os motivos, mas precisam entender que precisam aceitar a autoridade deles. Como exemplo, uma mãe explica que a criança não pode tomar sorvete antes do almoço, porque tira o apetite. Isso nem sempre é entendido, mas precisa ser aceito.

Prepare seu filho para o mundo

Um ponto importante é preparar o filho para o mundo. Se os pais entregarem tudo na mão, terão dificuldades de adquirir autonomia em coisas maiores, pois já não as têm em outras menores. O mercado atual precisa de sobreviventes, portanto, além da autonomia, é necessário introjetar valores para que possam ser autônomos sem perder a noção de respeito pelo outro.

Uma pergunta que não cala no coração das mães é a quantidade de responsabilidades que podem dar aos filhos. Um atleta não começa levantando grandes pesos, mas, à medida que vai treinando com pequenos pesos, vai criando musculatura para mais peso. Com os filhos não é diferente. Comece dando pequenas tarefas, como recolher e guardar o brinquedo utilizado; à medida que eles vão crescendo, aumente as responsabilidades.

É importante ensiná-los a reconhecer os pontos positivos das obrigações que são cumpridas com eficiência, pois isso reforça o comportamento positivo. Os pais precisam de um alerta: nem tudo precisa de elogio, porque, quando o filho crescer, terá de fazer atividades que nem sempre serão reconhecidas pelos outros, mas é importante que continuem a fazer.

A convivência diária pode ser uma fonte infinita de aprendizados, por isso precisam utilizar as situações cotidianas, sejam elas boas ou ruins, para ensinar como viver em comunidade, desenvolver a maturidade e a afetividade dos filhos.

Ângela Abdo

Mestre em Ciências Contábeis pela Fucape, pós-graduada em Gestão de Pessoas pela FGV, Gestão de Pessoas pela Faesa, graduada em Serviço Social pela Ufes e psicanalista. Consultora e Executiva na área de RH e empresa hospitalar. Foi coordenadora do grupo fundador do Movimento Mães que Oram pelos Filhos da Paróquia São Camilo de Lellis, em Vitória (ES) e do grupo de Amigos da Canção Nova de Vitória. Atualmente, é coordenadora nacional e internacional do Movimento Mães que Oram pelos Filhos. Escritora dos livros “La Salette, o grito de uma Mãe!” (2018), “Superação x Rejeição: Aprendendo a ser livre” (2017), “Ser Mulher À Luz da Bíblia: Porque Deus Pode Tudo!” (2016) e “Mães que Oram pelos Filhos” (2016). Participa do programa “Papo de Mãe que Ora”, no canal Mães que Oram pelos Filhos Oficial, e do “Mães que Oram pelos Filhos”, na Rádio América.  

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