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25/11/2018

Cristo Rei: realeza do Senhor

A festa de Cristo Rei celebra a realeza de Cristo, seu poderio sobre todo principado, sobre o céu e a terra: Rei do universo. Essa festa é celebrada para reconhecer o louvor e a glória de Deus.

A festa de Cristo Rei celebra a realeza de Cristo, seu poderio sobre todo principado, sobre o céu e a terra: Rei do universo. Essa festa é celebrada para reconhecer o louvor e a glória de Deus. Ele venceu e tudo Lhe foi submetido pelo Pai. É uma grande solenidade que encerra o tempo comum e, assim, inicia o Ano Canônico. O Ano Canônico é o ano próprio da Igreja, diferente do ano civil. Tal qual o ano civil tem 365 dias.

O ano novo para o cristão católico começa após o domingo de Cristo Rei. A realeza de Cristo sempre foi celebrada na tradição cristã e, especialmente, católica, para dizer que tudo começa e termina em Cristo, Ele é o alfa e o ômega. Cristo é o centro da fé, que é celebrada na doutrina e nos costumes católicos. Em todas as dimensões da vida humana, Cristo se faz presente.

A respeito de Cristo Rei é indicada a Encíclica Quas Primas, publicada em Roma, no dia 11 de Dezembro de 1925:

Cristo-Rei no sentido metafórico

“Muito há que a linguagem corrente dá a Cristo o nome de ‘Rei em sentido metafórico e transposto’. ‘Rei’ é Cristo, com efeito, atenta a eminente e suprema perfeição com que sobrepuja a todas as criaturas. Assim, dizemos que ‘reina sobre as inteligências humanas’, por causa da penetração do seu espírito e da extensão de sua ciência, mas, sobretudo, porque é a própria Verdade em pessoa, de quem, portanto, é força que recebam rendidamente os homens toda verdade. Dizemos que ‘reina sobre as vontades humanas’, porque n’Ele se alia a indefectível santidade do divino querer com a mais reta, a mais submissa das vontades humanas; e também porque suas inspirações entusiasmam nossa vontade livre pelas causas mais nobres. Dizemos, enfim, que é ‘Rei dos corações’, por causa daquela inefável ‘caridade que excede a toda humana compreensão’ (Ef 3, 19); e porque sua doçura e sua bondade atraem os corações: pois nunca houve, no gênero humano, e nunca haverá quem tanto amor tenha ateado como Cristo Jesus”.

Cristo Deus-Homem Rei da Humanidade em sentido próprio.

“Aprofundemos sempre mais o nosso argumento. É manifesto que o nome e o poder de ‘Rei’, no sentido próprio da palavra, competem a Cristo em sua Humanidade, porque só de Cristo enquanto homem é que se pode dizer: do Pai recebeu ‘poder, honra e realeza’ (Dn 7, 13-14). Enquanto Verbo, consubstanciai ao Pai, não pode deixar de Lhe ser em tudo igual e, portanto, de ter, como Ele, a suprema e absoluta soberania e domínio de todas as criaturas”.

Antônio Gomes Pimenta

Consagrado na dimensão de Aliança da Comunidade Mariana Boa Semente

Missão Quixeramobim (Sede)

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