24/02/2017

Carnaval: por quê?

por Iali Nogueira Mendonça

Entenda o porquê de existir esse período no calendário ocidental e as opiniões cristãs acerca do Carnaval.

A origem do carnaval não está bem definida, alguns pesquisadores dizem que tal festa vem do entrudo (comemoração da entrada da primavera), outros, que surgiu no Egito, bem antes de Cristo, em que se festejava em honra ao deus Dionísio, sendo, o carnaval, portanto, de origem pagã.

Antigamente, nos quatro dias que antecediam a quaresma as pessoas viviam uma espécie de liberdade, com o objetivo de comer e festejar tanto quanto fosse possível, pois a Igreja entraria na Quaresma, tempo de penitência, reclusão e silêncio interior. A liberdade para comer carne durante quatro dias seguidos, fez com que os católicos criassem um nome para tal festividade: a “Carnevale”, também conhecida como “festa da carne” ou “adeus à carne”. É como se durante esses quatro dias pudéssemos fazer tudo o que durante a quaresma não poderemos fazer.

Trazendo o carnaval para os dias de hoje, podemos comparar a festa como a antecipação do inferno, pois são dias em que tudo o que não convém passa a convir: “É preciso tomar cuidado com AIDS, alcoolismo, acidentes, infidelidade conjugal, gravidez indesejada, falência de casamentos e fracassos familiares. Muitas pessoas perdem o bom senso, fazem algazarra, barulho e até agridem” (DOM ORLANDO BRANDES, ARCEBISPO DE LONDRINA). O nudismo e o erotismo são os carros chefes da festa, e as pessoas acabam esquecendo que os Mandamentos são a via da libertação e que o pecado é a escravidão da pessoa: “Não pecar contra a castidade” e “Não desejar a mulher do próximo” (cf. Ex 20,2-17; Dt 5,6-21).

Não há nenhum documento da Igreja Católica que fale especificamente sobre o carnaval, mas basta ter bom senso e olhar para a Moral Católica, isto é, para o que Jesus e os leigos missionários da Igreja vivem a nos ensinar. O cristão não precisa dessa alegria falsa das festas carnavalescas, pois o prazer é satisfação do corpo, mas a verdadeira alegria é a satisfação da alma, e esta é espiritual.

Adverte-nos, ainda, Sto. Afonso de Ligório:

“Um sem número de cristãos se perde por não querer evitar as ocasiões de pecado. Quantas almas lá no inferno não se lastimam e queixam: ‘infeliz de mim! Se tivesse evitado aquela ocasião, não estaria agora condenado por toda a eternidade! ‘. (…) O Espírito Santo diz: ‘Quem ama o perigo, nele perecerá’ (cf. Eclo 3,27)”.

Como cristãos, somos sempre chamados à santidade, e o sentido da palavra santo é “outro” ou “separado”. Santo é aquilo/aquele que está separado do impuro ou do profano para o serviço de Deus. Não podemos, em situação alguma, fazer parte de algo que está em oposição a Deus. O carnaval não é exceção.

Então não perca seu tempo e sua salvação, pelo contrário, tire esses dias para descansar, refletir, se retirar, orar, se restaurar!

Que Deus os abençoe e Maria os guarde!

Iali Nogueira Mendonça

Consagrada na dimensão de Aliança da Comunidade Mariana Boa Semente

Missão Cedro

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