20/07/2016

Amigo fiel: tesouro que tenho e preciso ser

por Laís do Valle Corrêa Grupo de Oração Maranatha

Quem já achou uns trocados perdidos em uma calça usada, pode ter tido uma surpresa bastante agradável. Quanto mais quem encontra um amigo para os momentos bons e ruins, para rir de situações inusitadas e até das suas piadas sem graça “só pra não perder a amizade”, ou para dar um bom conselho quando é […]

Quem já achou uns trocados perdidos em uma calça usada, pode ter tido uma surpresa bastante agradável. Quanto mais quem encontra um amigo para os momentos bons e ruins, para rir de situações inusitadas e até das suas piadas sem graça “só pra não perder a amizade”, ou para dar um bom conselho quando é necessário. Amigos de verdade nos fazem sentir mais seguros nas dúvidas, dão ânimo quando o cansaço vem e, principalmente, têm a capacidade de nos apontar a Cristo, nosso maior amigo, o amigo em comum mais valioso que se possa ter. Já dizia o Papa Emérito Bento XVI em uma de suas catequeses: “Essa é uma característica dos santos: cultivam a amizade, porque é uma das manifestações mais nobres do coração humano e tem em si algo de divino”.

O amigo fiel é poderosa proteção, pois nos dá a garantia de que não estamos sozinhos em nossas lutas. “Faz-nos tanto bem, quando sofremos, ter corações amigos, cujo eco responde a nossa dor” (Santa Teresa de Lisieux). Seja em um sofrimento de saúde ou dificuldade para rezar, mais que fortunas que podem ser roubadas ou gastas e terminarem, o amigo fiel continua e a amizade só tende a se fortalecer. Esses são como tesouros: raros e preciosos. Por serem os mais difíceis de encontrar, precisam ser guardados, zelados, e alvo de nossa sincera gratidão.

Nesse dia do amigo, lembre-se com carinho dos amigos “que a gente conta nos dedos de uma só mão”, pois são “poucos e bons”; aqueles que estiveram do seu lado em ocasiões nas quais eles foram fundamentais, pelas palavras que lhe dirigiu, pelo convite à oração, por rezar por você, por se alegrar com as suas conquistas e te emprestar aquele livro muito bom. Aqui está o primeiro convite feito a você: pensar nos seus amigos e agradecê-los por serem tão importantes no seu crescimento pessoal, como um verdadeiro cristão que tem com quem contar e dividir as coisas da vida.

Quantas amizades já nasceram em Grupos de Oração, eventos, Ministérios, conselhos e núcleos… Em comunidade, o Senhor nos faz construir laços santos, a aprender a conviver com os irmãos, buscando a unidade, superandos as divergências. Sim, diferenças, defeitos, manias, fraquezas. Não há amigo perfeito. Perfeição não é critério para a amizade fiel, mas sim a busca por essa perfeição, na perseverança das virtudes, na vigilância um para com o outro. Sempre aprendemos muito com nossos amigos.

Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme o Senhor achará esse amigo (Eclo 6, 16).

A raridade desses amigos também nos faz pensar que eles são tão escassos porque não estamos disponíveis a sermos esses bons amigos. A amizade não é egoísta, logo não há brecha para querer apenas o meu bem, o meu coração confortado. É necessário desejar, buscar e ser o amigo que os outros precisam, o amigo que o meu próprio amigo precisa. E este é o segundo convite: assumir o compromisso de ser tesouro de Deus na vida dos irmãos e ser um amigo fiel.

Se você se sente sem amigos, pode ser por ainda não ter percebido que alguém merece sua amizade sincera. Queira ser esse amigo. Olha quantos irmãos Deus te dá! Você não está sozinho! Amigo não se encontra fechado em si mesmo. Amizade se conquista, cultiva e fortalece centrada Naquele que nunca nos desaponta, e nos dá amigos com quem podemos apressar e aperfeiçoar nossos passos ao Céu.

Laís do Valle Corrêa

Grupo de Oração Maranatha

Arquidiocese de Belém (PA)

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